Molho de tomate pode ser mais saudável que o tomate cru
No Dia do Tomate, celebrado em 1º de fevereiro, ciência mostra por que o molho pode ser mais eficiente do que o consumo cru
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Você sabia que o Dia do Tomate é comemorado neste domingo, 1º de fevereiro?
A data ajuda a jogar luz sobre um alimento que parece simples, mas carrega muita ciência por trás — inclusive uma curiosidade que costuma surpreender: cozinhar o tomate pode aumentar seus benefícios nutricionais.
De acordo com o livro Brasil em 50 Alimentos, publicação da Embrapa que reúne informações científicas sobre a produção e o consumo de alimentos no país, o tomate é rico em licopeno, um antioxidante de interesse para a saúde humana.
O detalhe menos conhecido é que esse composto é termoestável, ou seja, resiste ao calor. Por isso, molhos caseiros e extratos concentram mais licopeno do que o tomate consumido cru, o que faz com que o preparo cozido possa ser, em alguns casos, nutricionalmente mais eficiente.
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Essa característica ajuda a explicar por que o tomate se destaca não apenas pela versatilidade culinária, mas também pelo seu valor funcional na alimentação.
Presente em saladas, molhos, extratos e diferentes preparos, ele ocupa posição de destaque no consumo global: é a segunda hortaliça mais consumida do mundo.
Da América do Sul para o prato do brasileiro
Segundo o livro Brasil em 50 Alimentos, o tomateiro é nativo da América do Sul, com origem em regiões que hoje correspondem ao Peru, Chile, Equador e às Ilhas Galápagos.
Após ser domesticado no México, o tomate foi levado para a Europa pelos espanhóis e, ao longo do tempo, se espalhou pelo mundo. No Brasil, o cultivo ganhou escala no início do século XX, impulsionado pela chegada de imigrantes europeus e japoneses.
Brasil cultiva quase todas as variedades
Atualmente, o Brasil produz praticamente todas as variedades comerciais de tomate, o que reforça a importância da cultura no país.
Entre os principais tipos estão o caqui (ou longa-vida), Santa Cruz, italiano (saladette), tomate rasteiro, tomate industrial, além dos tomates cereja e grape.
As diferenças entre eles envolvem formato, tamanho e finalidade: enquanto alguns são destinados ao consumo in natura, outros foram desenvolvidos especificamente para o processamento industrial, como molhos e extratos.
Essa diversidade sustenta uma cadeia produtiva de grande peso social. O tomate tem enorme importância econômica e social, sendo fonte de emprego e renda em todos os elos, do campo à indústria.
Produção em larga escala, com desafios constantes
Apesar da popularidade, produzir tomate não é simples. A cultura é altamente sensível a pragas, doenças e variações climáticas, o que exige investimento contínuo em tecnologia, manejo e melhoramento genético.
Ainda assim, o esforço coloca o Brasil entre os dez maiores produtores de tomate do mundo, com produção anual de milhões de toneladas.
No Dia do Tomate, a data vai além da comemoração simbólica.
Ela reforça como um alimento presente no cotidiano reúne história, ciência e inovação, e mostra que, muitas vezes, o molho do dia a dia pode ser tão — ou até mais — interessante do ponto de vista nutricional quanto o tomate cru da salada