Paraná decreta emergência fitossanitária para combater greening

    Objetivo é agir com mais rapidez e efetividade para o controle da doença

    Por |
    Greening é uma das principais pragas que afetam os citros no mundo. (Foto - Gilson Abreu/AEN)

    Greening é uma das principais pragas que afetam os citros no mundo. (Foto - Gilson Abreu/AEN)

    26deDezembrode2023ás13:26

    O Paraná decretou hoje (dia 26) situação de emergência fitossanitária para combater o greening, principal praga que afeta os citros no mundo.

    O objetivo é ter maior mobilidade e possibilidade de agir com mais rapidez e efetividade para o controle da doença e de seu vetor, o psilídeo Diaphorina citri Kuwayama.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, “o decreto de emergência fitossanitária é um instrumento drástico, mas dá possibilidade de tomar as medidas necessárias de forma mais efetiva na tentativa de controlar o problema.

    “A citricultura é uma atividade muito importante para o Estado. Os agricultores fazem atividade a céu aberto e estão sujeitos a várias interferências naturais, que podem ser climáticas ou doenças e pragas”, disse.

    A erradicação de plantas doentes seguida de plantio de mudas sadias provenientes de viveiros registrados e o controle eficiente do inseto com produtos biológicos e químicos são algumas das boas práticas, explica a pasta.

    A praga tem aparecido com mais frequência na região Noroeste do Paraná, onde está a maior parte do plantio de citros comerciais, mas também se estende pelo Norte do Estado.

    Desde a detecção de aumento anormal da doença, o Estado juntou forças para ações de prevenção e controle do greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing) ou amarelinho.

    No final de julho, uma Nota Técnica orientou sobre o combate. No mês seguinte começou a Operação BIG Citros, com foco em conscientização, fiscalização e reforço de ações no campo, o que inclui o folder Todos contra o greening.

    Sem cura

    Ainda não há cura conhecida para a doença do greening. A erradicação das plantas contaminadas e boas práticas de controle do psilídeo são as alternativas recomendadas.

    Em vários municípios das regiões afetadas, as prefeituras entraram com determinação no processo e estão cortando as plantas.

    O trabalho é realizado tanto em propriedades rurais e urbanas com frutas para consumo familiar quanto em pomares comerciais.

    Ao mesmo tempo há um esforço de fiscalização para banir a venda de mudas clandestinas. A comercialização, feita normalmente em carros ou nas calçadas, é proibida no Paraná.

    HLB (greening)

    O Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inoculo para contaminação de outras plantas.

     O Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.

    VBP

    A área ocupada pela citricultura no Paraná é de aproximadamente 29.200 hectares, sendo 20.700 ha de laranjas, 7.000 ha de tangerinas e 1.500 ha de lima ácida tahiti.

    O Valor Bruto da Produção da citricultura, levantado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, somou em 2022 R$ 826,8 milhões com produção de 842,4 mil toneladas de frutos.

    Destacam-se os municípios de Paranavaí, Alto Paraná, Guairaçá, Nova Esperança e Cruzeiro do Oeste, com produção de laranjas; Altônia, com produção de limas ácidas, e os municípios de Cerro Azul e Doutor Ulisses, com a produção de tangerina ponkan.

    Temas nesta notícia