Previsão de oferta global recorde pressiona preço da soja para baixo
Segundo USDA, seria o 4º ano seguido de aumento de área mundialmente
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Desde a temporada 2019/20, a área global cresceu 12,6% e a produtividade, 4%, segundo dados do USDA. (foto - CNA)
O preço internacional da soja já reflete a expectativa do mercado de produção mundial recorde. A cotação da soja opera em baixa em janeiro no Brasil e, também, no meio pregão de hoje na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
No mercado doméstico brasileiro, o preço da saca de soja fechou a primeira semana útil de 2024 a R$ 137,08, com desvalorização acumulada de 3,8% na somatória do mês. O valor é 21,4% mais baixo que há um ano.
Ainda assim, os fatores formadores de preço apontam para novas quedas para a soja e derivados da oleaginosa.
Além de chuvas em regiões produtoras brasileiras, cuja falta sustentava as cotações, a área mundial semeada com soja cresceu pela quarta temporada seguida, gerando expectativas de novo recorde de oferta na safra 2023/24.
Desde a temporada 2019/20, a área global cresceu 12,6% e a produtividade, 4%, segundo dados do USDA. Com isso, a produção mundial deu um salto de 16,8%.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026A demanda também segue avançando, mas em ritmo inferior à oferta. Em quatro anos-safras, o consumo total de soja cresceu 6,7%.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário pode limitar variações positivas de preços no curto prazo.
Para médio e longo prazo, no entanto, resta ver os verdadeiros impactos do clima no Brasil e em outros países produtores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Preço da soja hoje
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. Desde o início do dia, pesam chuvas benéficas às lavouras no Brasil e a previsão de mais precipitações nesta semana.
Segundo a Dow Jones, um movimento de liquidação de posições compradas por parte de fundos acelerou as perdas.
Os contratos futuros de soja com vencimento em março de 2024 tinham preço de US$ 12,42 1/4 por bushel, perda de 14,00 centavos de dólar por bushel ou 1,11%.
A posição maio de 2024 era cotada a US$ 12,51 1/4 por bushel, desvalorização de 13,00 centavos de dólar por bushel ou 1,02%.
No farelo, março de 2024 tinha preço de US$ 368,00 por tonelada, retração de US$ 1,40 ou 0,37%. Já a posição março de 2024 do óleo era cotada a 47,40 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,23 centavo de dólar por libra-peso ou 0,48%.
Clima em regiões produtoras
De acordo com alerta agroclimático da Rural Clima, uma frente fria avança nesta segunda-feira pela fronteira oeste do Rio Grande do Sul, levando chuvas a grande parte das regiões produtoras do estado.
Um outro sistema estará sob a faixa central do Brasil, que mantém o tempo instável, atingindo as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Matopiba e Amazônia. No Nordeste, não há previsão de chuvas, bem como na faixa mais norte do Sul.