Dança incomum de fenômenos climáticos impactará as lavouras brasileiras

NOAA prevê troca de um El Niño para uma La Niña a partir dos próximos meses

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"Alguns modelos climáticos dinâmicos de última geração sugerem uma transição para neutro já em março-maio ​​de 2024", disse a NOAA

"Alguns modelos climáticos dinâmicos de última geração sugerem uma transição para neutro já em março-maio ​​de 2024", disse a NOAA

12deJaneirode2024ás14:54

Uma “dança de fenômenos climáticos” está prevista para ganhar força nos próximos meses e impactar as lavouras do Brasil e do mundo.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o atual El Niño deve perder força e pode se transformar em uma La Niña a partir de julho.

Caso confirmada, a mudança impactará diretamente as condições meteorológicas e o regime de chuvas em escala global, do mesmo modo que no Brasil.

Atualmente, sob efeito do El Niño, o país experimenta poucas chuvas acumuladas no Centro-Oeste e Nordeste, bem como excesso de precipitações no Sul, justamente algumas das principais regiões produtoras brasileiras.

As mudanças mais impactantes para a agricultora devem ocorrer no clima do Mato Grosso e do Matopiba, além de outras áreas na região central do Brasil.

As últimas previsões da NOAA indicam que o El Niño enfraquecerá gradualmente a partir de março e depois fará a transição para neutro durante a primavera de 2024.

"Alguns modelos climáticos dinâmicos de última geração sugerem uma transição para neutro já em março-maio ​​de 2024. No entanto, a equipe de previsão atrasa e favorece fortemente uma transição para neutro em abril-junho de 2024", publicou o órgão.

A NOAA também destaca que as chances de ocorrência de La Niña a partir de junho ou julho. Deste modo, condições mais semelhantes às da temporada passada – que teve recorde de produtividade - podem ser observadas a partir do segundo semestre.