Cotação da soja derrete em Chicago após relatório "otimista" do USDA
Ao contrário do esperado, órgão dos EUA aumenta previsão de produção e estoques finais globais
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USDA eleva previsões sobre produção mundial de soja para 398,98 milhões de toneladas com estoques finais globais maiores de 114,6 milhões de toneladas para a temporada 2023/024
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços bem mais baixos no meio-pregão de hoje (dia 12). O mercado, que vinha operando próximo à estabilidade, despencou após os relatórios do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA).
A cotação da saca de soja no mercado doméstico foi negociada a R$ 129,83 ontem (dia 11), já em queda depois do anúncio do 4º Levantamento da Safra de Grãos pela Conab, que esperava cortes maiores.
A principal razão do impacto do relatório da USDA foi o leve aumento da previsão para a produção mundial de soja para 398,98 milhões de toneladas e estoques finais globais maiores na casa dos 114,6 milhões de toneladas para a temporada 2023/024. Ambos números acima do esperado pelo mercado.

Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026A safra brasileira foi projetada em 157 milhões de toneladas, com corte de 4 milhões de toneladas sobre a estimativa anterior. Para a Argentina, a previsão é de produção de 50 milhões de toneladas de soja, com alta de 2 milhões de toneladas.
O mercado esperava número de 156,3 milhões para o Brasil e de 48,9 milhões para a Argentina. A China deverá importar 102 milhões de toneladas, repetindo a previsão de dezembro.
Os estoques e produção dos Estados Unidos também vieram acima do esperado, assim como os estoques trimestrais em 1º de dezembro de 2023.
O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,165 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 113,35 milhões de toneladas.

Preço da soja hoje
Os contratos futuros de soja com vencimento em março de 2024 tinham preço de US$ 12,06 3/4 por bushel, baixa de 29,75 centavo de dólar por bushel ou 2,40%. A posição maio de 2024 era cotada a US$ 12,19 1/4 por bushel, perda de 28,75 centavo de dólar por bushel ou 2,30%.
No farelo, março de 2024 tinha preço de US$ 355,80 por tonelada, desvalorização de US$ 6,40 por tonelada ou 1,76%. Já a posição março de 2024 do óleo era cotada a 48,25 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,82 centavo de dólar por libra-peso ou 1,64%.