Soja sobe em Chicago, mas nem o "pior cenário" no Brasil vai disparar preços

    Quebra brasileira será mais que compensada por outros países, como Argentina

    Por |
    A perda no Brasil deve ser mais do que compensada pelo aumento de outros produtores, principalmente da Argentina. (foto - CNA)

    A perda no Brasil deve ser mais do que compensada pelo aumento de outros produtores, principalmente da Argentina. (foto - CNA)

    23deJaneirode2024ás18:08

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos.

    Após atingir na semana passada os patamares mais baixos em dois anos, o preço da saca de soja engata a segunda sessão seguida de recuperação técnica.

    As incertezas sobre o tamanho da safra brasileira servem de pretexto para as compras por parte de fundos e especuladores. O grande ponto de atenção dos agentes segue sendo a safra sul-americana.

    No Brasil, por conta da estiagem, a safra ficará abaixo do estimado inicialmente. A dúvida é saber o quanto abaixo a produção ficará. USDA e Conab indicam produção de 157 milhões e 155 milhões respectivamente, cenário considerados muito otimistas.

    Circularam no mercado estimativas mais alarmistas, de até 135 milhões de toneladas, o que, aparentemente, é corte muito acima das previsões de consultorias privadas.

    Safras & Mercado mantém previsão de 151,36 milhões de toneladas, cerca de 10 milhões abaixo do esperado inicialmente. Mas a perda no Brasil deve ser mais do que compensada pelo aumento de outros produtores, principalmente da Argentina.

    Na temporada passada, a falta de chuvas fez com que os argentinos colhessem menos do que a metade do estimado. Já na atual, o quadro é positivo e se espera 30 milhões de toneladas a mais para ingressarem no mercado.

    Preço da soja hoje

    Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 15,25 centavos de dólar, ou 1,24%, a US$ 12,39 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 12,47 por bushel, com ganho de 14,00 centavo ou 1,13%.

    Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 5,30 ou 1,48% a US$ 361,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 48,21 centavos de dólar, com alta de 0,05 centavo ou 0,10%.

    Temas nesta notícia