Soja reage no mercado interno, mas Chicago tem baixa a meio pregão
Demanda internacional trouxe sustentação na última semana
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Os preços da soja mostraram recuperação com alta de 4,69% na primeira semana de março, interrompendo o movimento de queda observado desde janeiro.
O indicador do Cepea aponta que a cotação da soja chegou a R$ 120,87 na última sexta-feira (dia 8), após três altas consecutivas.
Segundo pesquisadores, a maior demanda tem intensificado as negociações tanto no spot quanto para entregas nos próximos meses.
Representantes de indústrias nacionais também buscaram aumentar as aquisições do grão com recebimento imediato, no intuito de garantir parte do estoque.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Além disso, esses demandantes estão atentos às incertezas sobre a produção nacional de soja, tendo em vista a produtividade irregular em grande parte dos estados brasileiros.
No entanto, o relatório da USDA divulgado na tarde de sexta-feira pode reverter a tendência altista, já que manteve margens confortáveis quanto à oferta e os estoques globais da commodity.
Quanto às exportações, foram embarcadas 6,6 milhões de toneladas de soja em fevereiro/24, o maior volume em seis meses e um recorde para o período, conforme dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea.
Preço da soja hoje
A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo com preços baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo.
O mercado volta a ser pressionado pela ampla oferta na América do Sul, com o andamento da colheita no Brasil. O cenário externo também é ruim, com queda do petróleo em Nova York e perdas nas bolsas de valores da Europa.
Vale lembrar que a bolsa de Chicago fecha uma hora antes a partir de hoje, em função do início do horário de verão nos Estados Unidos.
Os contratos com vencimento em maio de 2024 tinham preço de US$ 11,77 por bushel, perda de 7,00 centavos de dólar por bushel ou 0,59%. A posição julho de 2024 era cotada a US$ 11,88 por bushel, desvalorização de 7,50 centavos de dólar por bushel ou 0,62%.
No farelo, maio de 2024 tinha preço de US$ 337,60 por tonelada, baixa de US$ 3,80 por tonelada ou 1,11%. Já a posição maio de 2024 do óleo era cotada a 46,40 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,23 centavo de dólar por libra-peso ou 0,49%.