Mapa prorroga estado de emergência zoossanitária para gripe aviária
Até o momento, não há registro de circulação do vírus na criação comercial brasileira
Por |
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou hoje (dia 7) que prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, em função da detecção da infecção pelo vírus da Influenza Aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves silvestres no Brasil.
A prorrogação acontece de forma preventiva com objetivo de manter as condições do Mapa em adotar medidas de erradicação do foco de forma rápida.
Além disso, tem intuito de garantir a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais - nas três instâncias: federal, estadual e municipal - e não governamentais.
"O Brasil é um dos quatro países do mundo que não tem gripe aviária no plantel comercial. O sistema de defesa agropecuária brasileiro é muito eficiente. Vamos manter o status de emergência para evitar uma possível crise que possa vir a acontecer", disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
A emergência zoossanitária foi decretada, pela primeira vez, em 22 de maio de 2023 e prorrogada, uma vez, em 7 de novembro do mesmo ano, como uma medida do Mapa para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana.
Sem registro
Até este momento, não há registro de circulação do vírus na criação comercial, o que mantem o Brasil com status de país livre de influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), exportando seus produtos para consumo de forma segura.
O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi registrado no dia 15 de maio de 2023, em aves silvestres.
Perto de completar um ano da detecção, já foram identificados 164 focos, sendo apenas três em aves de subsistência nos estados do Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Confira os casos pelo Brasil:
- São Paulo: 54 (53 em aves silvestres e 1 animal marinho)
- Espírito Santo: 35 (34 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência)
- Rio de Janeiro: 30 (aves silvestres)
- Santa Catarina: 21 (19 em aves silvestres, 1 em animal marinho e 1 em ave de subsistência)
- Paraná: 13 (aves silvestres)
- Rio Grande do Sul: 6 (3 aves silvestre e 3 animais marinhos)
- Bahia: 4 (aves silvestres)
- Mato Grosso do Sul 1 (ave de subsistência)