Exportação de carne bovina quebra recorde em abril
No mês passado, foram embarcadas 236,8 mil toneladas
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O Brasil alcançou o maior volume na história das exportações mensais de carne bovina do país em abril. No mês passado, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), foram embarcadas 236,8 mil toneladas da proteína animal.
O montante significa um aumento de 77,4% na comparação com abril do ano passado. O faturamento com as vendas no mês passado foi de US$ 1,043 bilhão, crescimento de 69% na comparação anual.
No acumulado de 2024, os embarques de carne bovina alcançaram 835,3 mil toneladas, crescimento de 37,2% na comparação com mesmo período de 2023. O faturamento foi de US$ 3,68 bilhões, um crescimento de 29,5%. Nos primeiros quatro meses de 2023, a receita foi de US$ 2,8 bilhões.
No primeiro quadrimestre de 2024, as exportações de carne in natura responderam por 88% do total embarcado. Miúdos responderam com 7,09%, e carne industrializada, com 3,7% do total em volume.

China na ponta
A China, com embarques de 101 mil toneladas, continua como principal mercado no mês passado. Em faturamento, os números atingiram US$ 454 milhões em abril.
O segundo mercado foram os Emirados Árabes, com 23,7 mil toneladas compradas em abril. Hong Kong foi o terceiro maior parceiro e importou 11,3 mil toneladas, crescimento de 38,9% ante a março de 2024, sendo a maior parte dos produtos, os miúdos bovinos.
“A China permanece comprando um volume médio de 95 mil toneladas por mês, confirmando ser um grande parceiro do Brasil, mas outros mercados tiveram também destaque no aumento do volume médio embarcado este ano”, explica o presidente executivo da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, a diversificação de mercados e produtos exportados segue como um movimento do setor.
Mercados em destaque
Em 2024, os Emirados Árabes importaram mais de três vezes a quantidade registrada em 2023, totalizando 64,7 mil toneladas nos primeiros quatro meses do ano, gerando um faturamento de US$ 298,2 milhões.
Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações para a Argélia alcançaram 20,2 mil toneladas, totalizando US$ 92,7 milhões em receita. Já para as Filipinas, foram enviadas 19,4 mil toneladas, resultando em um faturamento de US$ 68,03 milhões. Espera-se um aumento nos volumes de embarque nos próximos meses devido às recentes habilitações.
Destaca-se também o desempenho do México, que recentemente aprovou o comércio de carne bovina com o Brasil. Em apenas quatro meses, as exportações para o México atingiram 12,4 mil toneladas neste ano.
Além disso, as exportações para outros mercados, como Chile, Rússia, Israel, Líbia, Jordânia e Líbano, também registraram crescimento este ano. Chile aumentou suas compras em 10,6%, enquanto a Rússia em 33,2%, Israel em 13,2%, Líbia em 37%, Jordânia em 102% e Líbano em 147%.
Embora os dados diretos não mostrem exportações para o Irã, o aumento nas exportações para os Emirados Árabes (+253,7%) e para a Turquia (aumento de 865% mesmo sem acordo sanitário com o Brasil) indicam um crescimento do mercado iraniano, com Emirados e Turquia servindo como rotas de exportação devido a dificuldades operacionais.
O presidente da Abiec destaca que os resultados recentes das exportações refletem o esforço conjunto da entidade e de parceiros como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
"Somos 41 empresas do setor unidas para fortalecer a carne brasileira, promovendo-a pelo mundo, garantindo a manutenção dos mercados conquistados e incentivando a abertura de novos", conclui Camardelli.