Preços do trigo mantém tendência de crescimento no início de junho

    Cotações internas subiram com maior força na segunda parte da última semana

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    Preços do trigo mantém tendência de crescimento no início de junho
    11deJunhode2024ás10:05

    Neste início de junho, as cotações do trigo demonstraram um novo aumento no mercado interno, após fortes valorizações em maio, segundo o Cepea. De acordo com os pesquisadores do Centro de Pesquisas, o impulso acontece por conta da redução dos estoques nacionais do cereal.

    As reservas de trigo estão em nível baixo por conta do período que a cultura e seus produtores atravessam, a entressafra. Sendo assim, nem mesmo as recentes desvalorizações internacionais do cereal tiveram força para diminuir ou cessar este movimento de alta.

    Porém, compradores seguem receosos no mercado spot, comprando novos lotes com cautela e em baixos volumes, de olho nas possíveis alterações relacionadas ao uso de créditos tributários do PIS/Cofins — inseridas na última terça-feira (4), através da Medida Provisória 1.227.

    No caso das importações, dados da Secex mostram que, em maio, foram recebidas do exterior 657,13 mil toneladas de trigo, 44,6% a mais que o volume importado em abril e 131,8% a mais do que em maio do ano passado.

    Já as exportações tiveram baixo volume, apenas 55,2 mil toneladas. O volume atual representa uma queda de 85% em relação ao volume do mês de abril do ano passado, que foi de 362,85 mil toneladas. Já em relação à maio do ano passado, o volume ainda é inferior, mas com queda de apenas 22,3%.

    Preço atual do trigo

    Com as altas deste início de mês e seguindo a tendência de crescimento de maio, os preços no Paraná atingiram o patamar de R$ 1540,11 por tonelada nesta segunda-feira (10). No Rio Grande do Sul, a cotação é de R$ 1,425,21 por tonelada. Os crescimentos no acumulado mensal, até aqui, são de 3,77% e 6,75%, respectivamente.

    Além disso, com a média mensal parcial de junho atingindo os valores de R$ 1502,71 por tonelada e R$ 1372,08 por tonelada, as cotações atingem sua maior média mensal desde  abril do ano passado.

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