Algodão: preços oscilam mas seguem perto da paridade de exportação
Movimentos contrários estão atrelados a valores internacionais e posições de vendedores, segundo o Cepea
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Os preços do algodão em pluma oscilaram no mercado brasileiro durante o mês de junho, segundo relatório divulgado pelo Cepea. Mesmo assim, seguem próximos da paridade de exportação.
De acordo com os pesquisadores do Centro, os preços são pressionados por diversos fatores, entre eles: o enfraquecimento dos valores internacionais, a posição flexível de vendedores em relação aos preços — visto que buscam liquidar seus estoques antes do fim da safra — e os menores valores oferecidos por agentes de indústrias.
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Exportações sustentam boi gordo em 2026Já os movimentos de valorização acontecem por conta da posição firme de outra parcela dos vendedores, principalmente daqueles que possuem a pluma de maior qualidade para negociar.
Além disso, alguns comerciantes, que têm a necessidade de adquirir novos lotes, fazem ofertas com valores maiores com a intenção de atrair os vendedores para o mercado.
Preços do algodão
A média do Indicador do CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, na parcial de junho (até segunda-feira, dia 17), foi 0,8% acima da paridade de exportação. Mas teve uma queda no acumulado mensal de 0,27%, com preço de R$ 389,17 por libra/peso.
Porém, ontem (18), a cotação se recuperou e subiu novamente, demonstrando o movimento de oscilação. Atualmente, o preço da pluma é de R$ 391,73 por libra/peso, com valorização total na parcial de 0,38%.
Em um relatório divulgado no último dia 13, a Conab indicou que a produção brasileira de algodão durante a safra 2023/24 pode ser 15,2% maior em relação à de 2022/23 chegando ao recorde de 3,66 milhões de toneladas.