Soja e milho acentuam queda em Chicago na semana pós-USDA
Safras robustas nos EUA e preocupações econômicas globais afetam mercados

A semana foi marcada por quedas significativas nos preços da soja e do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), refletindo um cenário de oferta elevada nos Estados Unidos e incertezas no mercado global.
No mercado de milho, a expectativa de uma ampla oferta nos EUA, somada ao recuo do petróleo em Nova York, pressionou os preços. Os contratos com entrega em setembro de 2024 fecharam a US$ 3,70 1/2 por bushel, uma queda de 4,50 centavos de dólar, ou 1,20%.
Já a posição dezembro de 2024 encerrou a semana a US$ 3,92 1/2 por bushel, recuando 4,50 centavos de dólar, ou 1,13%. No acumulado da semana, a posição dezembro/24 registrou uma perda de 0,63%.
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Exportações sustentam boi gordo em 2026O mercado também está atento ao Crop Tour da Pro Farmer, que começará na próxima semana e deve confirmar as expectativas de produtividade recorde no Meio-Oeste dos EUA.
No Brasil, a cotação do milho também caiu 0,32% ontem (dia 15) após dois dias de alta e fechou o dia a R$ 59,01.
No caso da soja, os futuros também registraram quedas expressivas. A combinação de uma ampla oferta nos Estados Unidos e uma demanda fraca na China pressionaram os preços para os menores níveis desde 2020.
Os contratos de soja em grão com entrega em setembro fecharam a US$ 9,38 3/4 por bushel, uma baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,33%. A posição novembro teve uma queda de 11,50 centavos, ou 1,18%, encerrando a semana a US$ 9,57 por bushel.
Na semana, essa posição acumulou uma queda de 4,5%. Além disso, a desconfiança sobre a economia chinesa, o principal comprador mundial da commodity, gerou mais incertezas sobre a demanda futura.
Já a saca de soja no Brasil subiu ontem, mas acumula quedas significativa de 0,68% em agosto, sendo negociada a R$ 128,99.
Os mercados futuros de soja e milho em Chicago estão sob pressão devido a uma combinação de fatores internos e externos, com os investidores reagindo a previsões de safras robustas nos EUA e a preocupações econômicas globais, especialmente em relação à China.
