Safra cheia nos EUA pressiona preço da soja em Chicago

    No Brasil, cotação subiu na última semana, apesar de patamar mais baixo em quatro meses

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    Safra cheia nos EUA pressiona preço da soja em Chicago
    26deAgostode2024ás11:17

    A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo da sessão de hoje (dia 26) com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo.

    O mercado é pressionado pela perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos, corroborada pelos resultados da "Crop Tour", realizada pela Pro Farmer.

    A safra norte-americana de soja deverá totalizar 4,74 bilhões de bushels em 2024, com produtividade média de 54,9 bushels por acre. A previsão foi divulgada na sexta-feira.

    A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,589 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 53,2 bushels por acre.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2024 tinham preço de US$ 9,65 por bushel, recuo de 8,00 centavos de dólar por bushel ou 0,82%. A posição janeiro de 2025 era cotada a US$ 9,82 1/2 por bushel, perda de 8,25 centavos de dólar por bushel ou 0,83%.

    No farelo, dezembro de 2024 tinha preço de US$ 300,80 por tonelada, retração de US$ 3,70 por tonelada ou 1,21%. Já a posição dezembro de 2024 do óleo era cotada a 40,63 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,25 centavo de dólar por libra-peso ou 0,61%.

    Cotação da soja no Brasil

    Apesar de queda na última sexta-feira (dia 23), a cotação da soja fechou com alta semanal no Brasil a R$ 131,05, segundo o Cepea. Ainda assim, a oleaginosa acumulava queda de 4,47%, em um dos patamares mais baixos do ano.

    Segundo os pesquisadores, o impulso veio da valorização cambial (R$/US$), que atraiu consumidores estrangeiros ao País e elevou os prêmios de exportação da oleaginosa.

    Além disso, a alta do grão também esteve atrelada à cautelosa de alguns vendedores, que evitam comercializar grandes volumes no spot e que optam pela estocagem e negociação apenas em época do cultivo da safra 2024/25 na América do Sul, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.

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