Safra cheia nos EUA pressiona preço da soja em Chicago
No Brasil, cotação subiu na última semana, apesar de patamar mais baixo em quatro meses
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A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo da sessão de hoje (dia 26) com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo.
O mercado é pressionado pela perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos, corroborada pelos resultados da "Crop Tour", realizada pela Pro Farmer.
A safra norte-americana de soja deverá totalizar 4,74 bilhões de bushels em 2024, com produtividade média de 54,9 bushels por acre. A previsão foi divulgada na sexta-feira.
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Exportações sustentam boi gordo em 2026A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,589 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 53,2 bushels por acre.
Os contratos com vencimento em novembro de 2024 tinham preço de US$ 9,65 por bushel, recuo de 8,00 centavos de dólar por bushel ou 0,82%. A posição janeiro de 2025 era cotada a US$ 9,82 1/2 por bushel, perda de 8,25 centavos de dólar por bushel ou 0,83%.
No farelo, dezembro de 2024 tinha preço de US$ 300,80 por tonelada, retração de US$ 3,70 por tonelada ou 1,21%. Já a posição dezembro de 2024 do óleo era cotada a 40,63 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,25 centavo de dólar por libra-peso ou 0,61%.
Cotação da soja no Brasil
Apesar de queda na última sexta-feira (dia 23), a cotação da soja fechou com alta semanal no Brasil a R$ 131,05, segundo o Cepea. Ainda assim, a oleaginosa acumulava queda de 4,47%, em um dos patamares mais baixos do ano.
Segundo os pesquisadores, o impulso veio da valorização cambial (R$/US$), que atraiu consumidores estrangeiros ao País e elevou os prêmios de exportação da oleaginosa.
Além disso, a alta do grão também esteve atrelada à cautelosa de alguns vendedores, que evitam comercializar grandes volumes no spot e que optam pela estocagem e negociação apenas em época do cultivo da safra 2024/25 na América do Sul, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.