Vai passar: Abimaq prevê fim de ano difícil e leve alta nas vendas de máquinas em 2025

    Em médio prazo, empresas do setor seguem otimistas com o mercado brasileiro

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    Vai passar: Abimaq prevê fim de ano difícil e leve alta nas vendas de máquinas em 2025
    30deOutubrode2024ás16:20

    Após alívio com alta nas vendas entre junho e setembro, a indústria de máquinas agrícolas estima queda de 20% a 25% no último trimestre de 2024, na comparação com igual período do ano passado. 

    Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos, o cenário é o mesmo dos últimos meses. 

    pedro estevão abimaq

    Para ele, a entrada de recursos do Plano Safra 2024/25 favoreceu o incremento no terceiro trimestre do ano, com a entrada de negócios represados. 

    2025 com alta

    No entanto, o cenário conjuntural só pode ter mudança a partir de fevereiro, quando começa a colheita da safra de verão. 

    Se o clima for bom, a situação deve melhorar um pouco pois, segundo ele, dos quatro fatores que impactam o setor - juros elevados, seca, queda nos preços das commodities, e manutenção da área agrícola -, três devem se repetir.  

    “Esperamos que não haja seca, disse. Com essa perspectiva, a Abimaq projeta um crescimento de 8,2% na receita do setor de máquinas agrícolas em 2025. Ainda assim, deve ser um ano bastante restritivo”, disse. 

    Contudo, Estevão acredita que os preços das commodities, em especial soja e milho que representam 60% das vendas do setor devem seguir achatados pelo excesso de oferta. 

    “Algumas empresas mais diversificadas estão com um mercado um pouco melhor”, avaliou. 

    Otimismo 

    Apesar das recentes retrações, o dirigente disse que as empresas que podem estão segurando a mão de obra. Isso deve-se a dois motivos: a falta de mão de obra qualificada e o entendimento de que, no médio prazo, o mercado deve normalizar. 

    “As perspectivas de investimentos dependem muito das empresas. Se ela fez caixa nos anos que vendeu bem, não deve diminuir os investimentos. O mercado agrícola está acostumado com essa grande variação nos preços das commodities e nas vendas de máquinas”, avalia. 

    Ele acrescentou que, no médio prazo, as empresas estão muito otimistas com o setor. O problema é conjuntural, não estrutural. 

    “É um ciclo que se repete há muito tempo: de três a cinco anos de baixa, depois de três a cinco anos de alta. Pode ser que não se repita agora, mas acredito que vai se repetir”, analisou o presidente da CSMIA.

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