Vai passar: Abimaq prevê fim de ano difícil e leve alta nas vendas de máquinas em 2025
Em médio prazo, empresas do setor seguem otimistas com o mercado brasileiro
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Após alívio com alta nas vendas entre junho e setembro, a indústria de máquinas agrícolas estima queda de 20% a 25% no último trimestre de 2024, na comparação com igual período do ano passado.
Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos, o cenário é o mesmo dos últimos meses.
Para ele, a entrada de recursos do Plano Safra 2024/25 favoreceu o incremento no terceiro trimestre do ano, com a entrada de negócios represados.
2025 com alta
No entanto, o cenário conjuntural só pode ter mudança a partir de fevereiro, quando começa a colheita da safra de verão.
Se o clima for bom, a situação deve melhorar um pouco pois, segundo ele, dos quatro fatores que impactam o setor - juros elevados, seca, queda nos preços das commodities, e manutenção da área agrícola -, três devem se repetir.
“Esperamos que não haja seca, disse. Com essa perspectiva, a Abimaq projeta um crescimento de 8,2% na receita do setor de máquinas agrícolas em 2025. Ainda assim, deve ser um ano bastante restritivo”, disse.
Contudo, Estevão acredita que os preços das commodities, em especial soja e milho que representam 60% das vendas do setor devem seguir achatados pelo excesso de oferta.
“Algumas empresas mais diversificadas estão com um mercado um pouco melhor”, avaliou.
Otimismo
Apesar das recentes retrações, o dirigente disse que as empresas que podem estão segurando a mão de obra. Isso deve-se a dois motivos: a falta de mão de obra qualificada e o entendimento de que, no médio prazo, o mercado deve normalizar.
“As perspectivas de investimentos dependem muito das empresas. Se ela fez caixa nos anos que vendeu bem, não deve diminuir os investimentos. O mercado agrícola está acostumado com essa grande variação nos preços das commodities e nas vendas de máquinas”, avalia.
Ele acrescentou que, no médio prazo, as empresas estão muito otimistas com o setor. O problema é conjuntural, não estrutural.
“É um ciclo que se repete há muito tempo: de três a cinco anos de baixa, depois de três a cinco anos de alta. Pode ser que não se repita agora, mas acredito que vai se repetir”, analisou o presidente da CSMIA.