Pernambuco decreta situação de emergência em 117 cidades devido à seca
Decreto aponta impactos significativos, como danos humanos, materiais e ambientais
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A seca severa que afeta o Nordeste brasileiro levou o estado de Pernambuco a declarar situação de emergência em 117 dos seus 185 municípios.
O decreto, assinado pela governadora Raquel Lyra (PSDB), foi publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira (21) e aponta impactos significativos, como danos humanos, materiais e ambientais.
A decisão foi baseada em análises que mostram a redução das chuvas esparsas, agravando o nível dos reservatórios e comprometendo o abastecimento de água para a população.
A estiagem também afeta gravemente a agropecuária, gerando prejuízos econômicos e sociais.
Com o decreto, órgãos estaduais, municipais e federais devem agir de forma integrada para mitigar os efeitos da seca.
Entre as medidas previstas estão o monitoramento dos mananciais, a elaboração de prognósticos climáticos e a assistência à população diretamente afetada.
Além disso, a declaração facilita o acesso a recursos financeiros e permite a contratação ágil de serviços e equipamentos essenciais.
Três categorias de municípios afetados
O decreto de emergência, válido por 180 dias, divide os municípios em três categorias:
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Reconhecimento federal: 66 cidades já tiveram decretos municipais reconhecidos pelo governo federal.
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Situação estadual: 23 cidades foram incluídas por conta da "anormalidade decorrente de desastre de estiagem", afetando diretamente os sistemas geridos pela Companhia Pernambucana de Saneamento e Abastecimento (Compesa).
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Sobreposição: 28 cidades estão incluídas em ambas as situações.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão para os primeiros meses de 2025 é de chuvas abaixo da média histórica, indicando seca de moderada a grave em várias regiões do estado.
Ações federais diante de chuvas intensas
Enquanto o Nordeste enfrenta a seca, outras regiões do país sofrem com o excesso de chuvas. O Governo Federal intensificou as ações emergenciais para atender cidades de Minas Gerais, Bahia e Piauí atingidas por enchentes.
Técnicos da Defesa Civil e do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) estão em campo para coordenar os esforços de resposta e assistência humanitária.
De acordo com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o objetivo é acelerar o reconhecimento de situações de emergência e aprovar rapidamente os planos de trabalho das prefeituras.
"Atuamos com agilidade para garantir o suporte necessário e a liberação de recursos. Hoje, cerca de 300 municípios estão em situação de emergência ou calamidade devido às chuvas", afirmou o ministro durante entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Góes também destacou a expansão da ferramenta Defesa Civil Alerta, que envia notificações de emergências para a população. "O sistema já está plenamente ativo no Sul e Sudeste e, até março, será implementado no Norte, Nordeste e Centro-Oeste."
Segundo o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), as fortes chuvas em 2025 já causaram 26 mortes em Minas Gerais, 14 em São Paulo, três no Piauí e uma em Santa Catarina.
O órgão, que opera em nível de alerta laranja, mantém técnicos de plantão 24 horas para monitorar riscos geológicos e hidrológicos, além de emitir relatórios diários sobre as áreas mais críticas.