Case democratiza tecnologia de ponta em colheita para médios produtores

    Série 160 conta com sistema Automation para eficiência ótima nas mais diversas condições

    Case democratiza tecnologia de ponta em colheita para médios produtores
    11deFevereirode2025ás21:46

    Tecnologia de ponta para colheita, antes acessível apenas a grandes produtores, ganhou espaço entre pequenos e médios agricultores que buscam qualificar suas operações.

    A colheitadeira Axial-Flow Série 160 Automation da Case IH democratizou o acesso à automação na etapa final das lavouras, garantindo maior eficiência operacional, redução de perdas e maiores margens de lucro.

    O maquinário se destaca como o único do mundo na classe 5 a contar com automação, enquanto concorrentes só oferecem esse recurso a partir de modelos maiores da classe 6.

    Isso significa que produtores de menor porte podem usufruir das mesmas vantagens que antes eram exclusivas das máquinas de alto custo, elevando o padrão tecnológico da colheita no Brasil.

    case 160 automation

    Segundo André Gutierrez Perez, gerente de produto de colheita da Case IH na América Latina, a concentração da produção no Brasil possibilitou a incorporação de tecnologias avançadas, como automação total, cabines mais confortáveis e ajustes automáticos na operação.

    "Essa tecnologia, antes restrita a máquinas de grande porte, agora está disponível na classe 5, que atende produtores com áreas de 200 a 500 hectares, permitindo mais produtividade e eficiência", explica.

    Testes comparativos

    Testes comparativos entre colheitadeiras com e sem automação demonstraram ganhos expressivos. Em termos de perdas, houve uma redução de 4%, enquanto o rendimento operacional foi 15% maior, cobrindo mais área em menos tempo.

    "A máquina realiza até 9.000 regulagens por dia, reduzindo erros humanos e ajustando-se automaticamente para obter o melhor desempenho em qualquer situação", destaca Gutierrez.

    A eficiência operacional também impacta a qualidade do grão colhido.

    O sistema de automação permite que a colheitadeira ajuste sua velocidade e configurações conforme as condições do campo, evitando perdas desnecessárias e maximizando a produtividade.

    Sucesso de vendas

    Desde o lançamento na Agrishow 2024, a recepção dos produtores tem sido altamente positiva.

    "Agricultores de todas as regiões do Brasil têm adotado a tecnologia, inclusive grandes produtores que necessitam de máquinas menores para áreas específicas", explica Eduardo Penha, diretor de Marketing da Case IH.

    Segundo ele, o Brasil se consolidou como o maior mercado de colheitadeiras de médio porte da marca, superando a demanda combinada de Estados Unidos e Europa.

    A iniciativa se tornou viável graças à concentração da produção dessas máquinas na unidade de Sorocaba da CNH Industrial.

    Desde o ano passado, a fábrica paulista foi definida como polo global para a fabricação da Série 160, absorvendo a produção antes distribuída entre Estados Unidos, Europa e China.

    Com isso, houve otimização de custos e avanços tecnológicos aplicados às máquinas de menor porte.

    Para suportar essa expansão, a CNH Industrial investiu R$ 100 milhões na unidade de Sorocaba, garantindo capacidade de produção de até 18 colheitadeiras por dia.

    Drones comerciais

    A estratégia da empresa é integrar os drones ao portfólio de soluções conectadas, possibilitando a gestão remota da operação por meio da plataforma FieldOps.

    "Hoje, todos os nossos equipamentos são conectados de fábrica, permitindo que o produtor monitore e otimize sua produção à distância", explica Penha.

    Além da inovação em colheita, a Case IH também avança no segmento de pulverização com drones.

    Desenvolvidos em parceria com a XAG, esses equipamentos serão lançados comercialmente na Agrishow 2025, oferecendo capacidades de 30 e 70 litros.

    drone case xag

    Os drones complementam os pulverizadores convencionais, permitindo aplicações mais precisas em áreas de difícil acesso, e integram a plataforma de conectividade e digital da Case IH.

    Na Fazenda Conectada, por exemplo, a economia de combustível chegou a 25% no primeiro ano e a produtividade ficou acima da média regional desde 2021, mesmo em anos de condições climáticas adversas.

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