Diversificação chama atenção e garante fôlego às exportações do agro em maio

    Itens como suco de frutas, sorvetes, papel, goiabas e batatas processadas tiveram os maiores valores de exportação da série iniciada em 1997

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    Diversificação chama atenção e garante fôlego às exportações do agro em maio
    13deJunhode2025ás14:32

    As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,9 bilhões em maio de 2025 com leve queda de 1,4% relação ao mesmo mês do ano anterior, apesar de 4,2% de redução no volume. 

    O motivo da diminuição em valor ser menor do que a tonelagem foi uma alta de 2,9% nos preços médios dos produtos exportados em parte pela diversificação da pauta exportadora.

    Algumas categorias menos tradicionais alcançaram números históricos. Itens como suco de frutas, sorvetes, papel, goiabas e batatas processadas tiveram os maiores valores de exportação da série iniciada em 1997.

    O caso mais emblemático foi o suco de frutas, que saltou de US$ 11,3 milhões em maio de 2024 para US$ 25,5 milhões em 2025 – um crescimento de 126%. Sorvetes seguiram a mesma toada, com alta de 78,6%, alcançando US$ 6,4 milhões.

    Produtos típicos de nicho, como a goiaba (US$ 278 mil, o dobro de 2024), óleo de amendoim (US$ 30,1 milhões, +125%), manteiga de cacau e sebo bovino também bateram recordes para o mês, revelando o potencial da agroindústria brasileira para além das commodities tradicionais.

    Ainda que menores, tais exemplos podem ser considerados como resultado do significativo aumento do número de mercados abertos a produtos agro do Brasil nos últimos anos. Apenas desde 2023, 381 foram efetivados.

    Pauta consolidada

    Já entre os pesos-pesados, a celulose foi um dos principais destaques. O Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 981,5 milhões – recorde tanto em volume quanto em valor.

    A China, maior cliente, aumentou suas compras em quase 60%, evidenciando a força do relacionamento bilateral.

    No setor de proteínas, a carne suína in natura avançou 30,6% na comparação anual, com receita de US$ 274,4 milhões. Filipinas, Chile, Japão e Cingapura puxaram a alta. Já a carne de frango sentiu o impacto do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granja comercial, registrado no Rio Grande do Sul.

    O florestal, puxado pela celulose, e o sucroalcooleiro, apesar da queda no volume de açúcar exportado, tiveram desempenho relevante. No caso do açúcar, o aumento nas vendas para a China (+354%) ajudou a compensar perdas em outros mercados.

    Já o café foi favorecido pela valorização no mercado externo, contribuindo para a alta nos preços médios de exportação.

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