Produção nacional de feijão bate novo recorde e alcança 3,5 milhões de toneladas

    Paraná lidera colheita com 864,6 mil toneladas; preços caem apesar da maior oferta

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    Produção nacional de feijão bate novo recorde e alcança 3,5 milhões de toneladas
    21deJulhode2025ás15:25

    A produção brasileira de feijão deve ultrapassar a marca de 3,5 milhões de toneladas em 2025, consolidando o grão como pilar da alimentação nacional e ativo estratégico da economia.

    O destaque vai para o Paraná, que mais uma vez lidera o ranking de produção com safra recorde de 864,6 mil toneladas, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

    O resultado paranaense representa cerca de 25% de toda a produção nacional. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 102% na primeira safra, que somou 338 mil toneladas, e pela segunda safra, já concluída, com 526,6 mil toneladas. A terceira safra, considerada inexpressiva no estado, não altera o quadro consolidado. 

    Com esse volume, o Paraná mantém sua posição como principal produtor de feijão do país.

    Além do Paraná, outros estados com peso na produção são Minas Gerais, Bahia, Goiás e São Paulo. A diversidade climática e regional permite ao Brasil colher feijão praticamente o ano inteiro, dividido em três safras principais.

    Cenário nacional: leve queda na produção, com alta para o feijão preto

    Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de feijão no Brasil deve atingir 3,16 milhões de toneladas em 2025, o que representa uma leve retração de 1,3% em relação à safra anterior.

    No recorte por tipo de grão:

    • A produção de feijão preto deve encerrar o ciclo com 789,1 mil toneladas, aumento de 10,8% frente a 2023/24.

    • O feijão caupi tem estimativa de 648,1 mil toneladas, volume semelhante ao da temporada passada.

    • Já o feijão cores deve recuar 6,6%, somando 1,72 milhão de toneladas.

    Preços em queda pressionam decisão de plantio

    Apesar da oferta robusta, o mercado registra queda nos preços. O feijão preto está cotado, em média, a R$ 121 por saca, valor 44% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

    A maior disponibilidade do produto no mercado é apontada como a principal causa da retração, o que pode pesar na decisão dos produtores quanto à área plantada para a próxima safra.

    Em paralelo, pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)  indicam que o feijão carioca de melhor qualidade ainda encontra suporte em função da escassez no mercado, mantendo preços mais firmes.

    Diversificação produtiva e desafios no campo

    Além do protagonismo no feijão, o Paraná também avança na colheita da segunda safra de milho, que já atingiu 29% da área. No entanto, geadas recentes comprometeram a qualidade em algumas regiões produtoras.

    Na pecuária, o estado enfrenta queda nos preços da arroba bovina, em parte por conta de barreiras comerciais e tarifas externas. Já no setor de suínos, onde o Paraná lidera as exportações nacionais, o foco está na ampliação do acesso a novos mercados.

    Outro segmento em crescimento é o da apicultura. O Paraná se consolidou como o terceiro maior exportador de mel do Brasil, mesmo diante de entraves climáticos e comerciais.

    Com produção diversificada, relevância econômica e papel central na segurança alimentar, o feijão segue como um dos alimentos mais estratégicos da mesa do brasileiro e fonte de renda para milhares de famílias produtoras espalhadas pelo país.

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