Geada se espalha pelo Sul e Sudeste; Tsunami atinge Japão, EUA e Rússia

    Terremoto de magnitude 8,8 sacudiu o fundo do mar no Norte do Oceano Pacífico na noite desta terça-feira

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    Geada se espalha pelo Sul e Sudeste; Tsunami atinge Japão, EUA e Rússia
    30deJulhode2025ás08:35

    O amanhecer desta quarta-feira (30) será gelado em diversas regiões  do Centro-Sul do Brasil, sob influência de uma massa de ar frio impulsionada por um ciclone extratropical no Atlântico Sul, segundo a MetSul Meteorologia.

    O fenômeno provocará temperaturas negativas, formação de geada e céu claro em vários estados.

    No Rio Grande do Sul, o tempo firme predomina com sol e poucas nuvens em todas as regiões. Há possibilidade de nevoeiro e neblina ao amanhecer, especialmente em vales e áreas próximas a rios.

    As temperaturas serão baixas desde cedo, com marcas negativas nos Campos de Cima da Serra e geada em diversos pontos da Metade Norte.

    Na Metade Sul, a geada ocorre de forma isolada. À tarde, com o enfraquecimento gradual da massa de ar frio, as máximas sobem e o clima se torna ameno. 

    Santa Catarina e Paraná também terão um dia ensolarado, com céu limpo na maior parte do território. Nos planaltos Sul e Norte catarinense, bem como no Planalto de Palmas e na Serra do Mar paranaense, são esperadas temperaturas abaixo de zero. 

    Geada se espalha pelo Sudeste e Centro-Oeste

    Segundo a MetSul, o tempo aberto e o perfil seco da atmosfera favorecem a formação de geada em diversos pontos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Mato Grosso do Sul e em grande parte do estado de São Paulo, o céu também permanece claro.

    Regiões ao sul e leste do território paulista podem registrar nuvens baixas no início do dia, antes da chegada do sol. 

    Marcas abaixo de 5°C são previstas para o Sul do Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais. Também pode gear em áreas elevadas do Rio de Janeiro, como a região de Itatiaia, na divisa com São Paulo e Minas.

    Terremoto de magnitude 8,8 atinge o Pacífico Norte

    Um terremoto de magnitude 8,8 sacudiu o fundo do mar no Norte do Oceano Pacífico na noite desta terça-feira (29), provocando tsunami no Japão e Russia, açém dos Estados Unidos. O epicentro foi localizado a cerca de 125 quilômetros a sudeste da cidade russa de Petropavlovsk-Kamchatsky, na Península de Kamchatka. Não houve relato de vítimas.

     

    De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o sismo ocorreu às 20h24 no horário de Brasília, com profundidade estimada em 20 quilômetros. Trata-se de um dos abalos sísmicos mais potentes já registrados desde o início da era moderna de monitoramento.

    O impacto foi imediato. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC) emitiu avisos para o Havaí, partes do Alasca, Japão e toda a Costa Oeste dos Estados Unidos. Regiões costeiras do Canadá e até do Chile também entraram em estado de atenção.

    No Japão, 1,9 milhões de pessoas foram instruídas a evacuar no norte do país.

    No Havaí, sirenes de emergência foram acionadas em áreas como Honolulu, Maui e Ilha Grande. Moradores receberam alertas em seus celulares com instruções para evacuar as zonas próximas ao litoral.

    Na Califórnia, autoridades fecharam algumas praias, docas e portos, em alerta a correntes fortes e consideradas perigosas. 

    As primeiras ondas de tsunami atingiram a Costa Oeste dos Estados Unidos, chegando na madrugada desta quarta-feira (30) ao longo das costas de Washington, Oregon e Califórnia.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, aconselhou os americanos a ficarem atentos para alertas de tsunami. Já o governador do Havaí, Josh Green, pediu às pessoas que obedeçam às ordens de evacuação e mantenham a calma. Ele disse que ainda não houve registro de ondas significativas, mas que ainda há risco de problemas maiores nas próximas horas.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que o fenômeno não provocou vítimas devido à qualidade das construções na região e ao bom funcionamento dos sistemas de alerta.

    O terremoto próximo à Península de Kamchatka, na Rússia entra para a lista dos mais fortes já registrados no mundo. Com magnitude de 8,8, o abalo sísmico igualou a intensidade de outros grandes terremotos históricos, como o de 1906 no Equador e o de 2010 no Chile.

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