Cavalo mutilado em SP gera revolta e mobiliza famosos nas redes sociais: “justiça”

    Suspeito de 21 anos confessou o ato em entrevista, disse estar arrependido e é investigado pela Polícia Civil

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    Caso viralizou e mobilizou celebridades em defesa do animal.  (Foto - Reprodução TV)

    Caso viralizou e mobilizou celebridades em defesa do animal. (Foto - Reprodução TV)

    20deAgostode2025ás10:38

    Um caso de violência contra um cavalo em Bananal (SP) gerou revolta nacional e forte repercussão nas redes sociais.

    No último sábado (16), durante uma cavalgada, um jovem de 21 anos usou um facão para decepar as quatro patas do animal, que  acabou morrendo.

    A cena foi registrada em vídeo e circulou amplamente na internet, causando indignação.

    A Polícia Civil investiga a ocorrência como maus-tratos e morte de animal. O suspeito, identificado como Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, conhecido como “Boiadeiro”, foi ouvido na delegacia junto a uma testemunha na segunda-feira (18). Ambos prestaram depoimento e foram liberados.

    A testemunha relatou que acompanhava a cavalgada quando o cavalo branco se deitou, aparentemente exausto pela cavalgada. Segundo ele, antes de cometer a mutilação, o tutor teria dito: ‘Se você tem coração, melhor não olhar’

    O caso viralizou e mobilizou celebridades em defesa do animal. A cantora Ana Castela publicou fotos do cavalo e do investigado, cobrando punição e chamando atenção para a crueldade.

    A ativista Luísa Mell classificou os envolvidos como “monstros” e pediu que o caso não ficasse impune. Já a atriz Paolla Oliveira compartilhou mensagens de indignação e cobrou medidas mais duras. 

    A comoção ampliou a pressão para que o episódio seja apurado rapidamente e resultou em manifestações de solidariedade ao animal.

    Confissão e investigação 

    Em entrevista à TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo e citada pelo G1, Andrey admitiu ter decepado as patas do cavalo.

    “Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei por cortar. Foi um ato cruel”, disse. 

    Ele também afirmou não ser o “monstro” que vem sendo chamado. “Muitas pessoas estão me julgando e falando que eu sou um monstro. Eu não sou um monstro. Eu sou nascido e criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro”, declarou.

    Apesar da confissão, o suspeito sustenta que o animal já estava morto no momento da mutilação, versão que ainda será apurada pela polícia. Perícias veterinárias foram realizadas para determinar se o cavalo estava vivo quando foi atacado. 

    As primeiras análises indicam que o corpo apresentava outras marcas de facadas, além das patas, o que aumenta as dúvidas sobre a sequência dos fatos. O cadáver foi encontrado em uma estrada rural, arrastado por cerca de 760 metros antes de ser abandonado em uma vala. 

     

     
     
     
     
     
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    Legislação e próximos passos 

    Segundo a lei de crimes ambientais, maus-tratos contra animais podem resultar em até cinco anos de prisão quando envolvem animais domésticos, com aumento de pena em caso de morte. 

    O delegado responsável afirmou que pretende concluir o inquérito em breve e encaminhar o caso ao Ministério Público para análise.

    Nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil de São José dos Campos (SP), com apoio de veterinários, realiza uma nova perícia em Bananal. O objetivo é esclarecer se o cavalo já estava morto no momento em que teve as patas decepadas ou se morreu em decorrência do ato de crueldade.

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