Americanos vão consumir mais de 1,5 bilhão de asinhas de frango no Super Bowl
Estimativa para a final da NFL em 2026 aponta impacto direto no consumo de frango e reforça a força da avicultura nos Estados Unidos
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O próximo domingo (08) é certamente o mais esperado do calendário esportivo dos Estados Unidos, quando o Super Bowl colocará frente a frente os times do New England Patriots e do Seattle Seahawks para a grande final que encerra a temporada do futebol americano 2025-2026, jogo que paralisa a atenção da audiência.
Enquanto milhões de torcedores se reúnem em salas de estar, bares e festas espalhadas pelo país, uma outra competição acontece, silenciosa, mas implacável, sobre quem come mais asinhas de frango.
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Segundo estimativas do National Chicken Council, organização que representa a indústria avícola americana, os norte-americanos estão projetados a devorar cerca de 1,48 bilhão de asas de frango durante a transmissão do Super Bowl de 2026.
A data é tida como o maior dia de alimentação do país no ano e tem na asinha do frango (wing) a grande estrela.
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Esse número impressionante representa um aumento de 20% nas vendas em relação aos anos anteriores e reafirma a tradição: afinal, nada combina tanto com o futebol americano quanto aquela porção ou baldinho repleto de asinhas de frango frito, com molho picante, barbecue ou estilo buffalo.
Ainda mais quando o preço ajuda, já que o valor da “iguaria” caiu 3% ao consumidor final.
Tradição que supera o jogo
O Super Bowl é, para muitos, mais do que um jogo, é um ritual social que mobiliza encontros entre amigos, família e colegas. E se há um item que resume esse ritual, ele tem duas pontas e uma infinidade de molhos: a asinha de frango.
Se essas 1,48 bilhão de asas fossem colocadas lado a lado, elas fariam um combo monumental: seriam necessárias cerca de 3.400 carretas cheias para transportar tudo, um montante que se estenderia por um terço do caminho entre a Terra e a Lua. Ou ainda, se cada asinha representasse um segundo corrido, viajaríamos no tempo para o ano de 2075.
E por que essa obsessão?
Parte da resposta está no sabor inegável, outra parte está na logística social: as asinhas são fáceis de compartilhar, fáceis de preparar em grandes quantidades e perfeitas para petiscar entre uma jogada e outra, ou durante o show que marca o intervalo da partida, que neste ano fica sob responsabilidade do cantor porto-riquenho Bad Bunny.
Uma tradição, aliás, que grandes marcas do segmento tentam emplacar em outros países, como o Brasil.
Impacto econômico
Na edição de 2025, por exemplo, o consumo projetado de 1,47 bilhão de asas foi associado a US$ 7 milhões em movimentação comercial entre restaurantes e varejo.
Mesmo com os preços das aves oscilando, a demanda por “wings” dispara nas semanas que antecedem o jogo, e não apenas dentro das residências.
Bares temáticos e restaurantes com televisores espalhados viram suas vendas subirem no ano passado com uma receita simples: porções generosas acompanhadas de cerveja gelada e rodas de amigos.
A relação entre Super Bowl e asinhas é tão forte que, para muitos americanos, o evento não está completo sem uma travessa fumegante de frango ao molho buffalo.
O próprio porta-voz do National Chicken Council brinca: “No fim das contas, futebol é bom. Asas são boas. Mas os dois juntos? Imbatíveis.”