Cacau recua a níveis pré-crise e abre janela para indústrias planejarem 2026
Correção nas cotações internacionais reduz prêmio recente, melhora relação de risco e favorece estratégias de previsibilidade no setor industrial, diz StoneX
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A correção recente nas cotações internacionais do cacau levou o mercado de volta a níveis reais equivalentes e, em alguns casos, inferiores aos registrados antes da crise de 2023, devolvendo parte significativa do prêmio que vinha sustentando as negociações globais.
O movimento melhora a relação de risco para a ponta compradora e abre uma janela estratégica para indústrias que buscam maior previsibilidade de custos ao longo de 2026.
“O principal vetor de queda veio de Gana, que anunciou mudanças no mecanismo de financiamento das compras de cacau e reduziu o preço mínimo ao produtor. O novo modelo prevê pagamento equivalente a 70% do valor FOB ao produtor e a emissão de títulos domésticos para financiar o fluxo comercial”, explica Caio Santos, consultor em gerenciamento de riscos pela StoneX.
Para o mercado, a combinação das medidas tende a facilitar o escoamento da safra, reduzir a retenção e diminuir parte dos riscos envolvidos na originação no curto prazo — fatores relevantes para indústrias dependentes de regularidade no abastecimento.
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Na Costa do Marfim, a manutenção do preço mínimo em CFA 2.800/kg até o fim da safra principal, em 31 de março, contrasta com o corte implementado por Gana.