El Niño deve retornar em maio e acende alerta para o clima e a agricultura
Fenômeno pode alterar regime de chuvas, elevar temperaturas e gerar impactos desiguais entre regiões produtoras do Brasil
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No Sul, por outro lado, o aumento das chuvas — sobretudo no inverno e na primavera — pode gerar excesso de umidade no solo Fotos Maurício Tonetto/Secom
O fenômeno climático El Niño deve voltar a se configurar a partir de maio, com potencial para influenciar temperaturas globais e alterar os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta.
A sinalização é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que aponta uma mudança consistente nas condições do Oceano Pacífico.
De acordo com a entidade, já foi observada uma elevação rápida das temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial, o que indica alta probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho.
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O El Niño é caracterizado justamente por esse aquecimento anormal das águas no Pacífico central e oriental, com duração média de nove a 12 meses.
“Depois de um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos agora estão fortemente alinhados e há grande confiança no início do El Niño, seguido por maior intensificação nos meses seguintes”, afirmou Wilfran Moufouma Okia, chefe de previsão climática da organização.
Apesar da sinalização de um possível evento forte em 2026, a OMM ressalta que projeções mais precisas sobre a intensidade só devem ser confirmadas após abril.