Exportações brasileiras de frango avançam 2,2% e renovam recorde

    Embarques de carne de frango atingem maior volume já registrado para abril, com avanço da demanda em mercados estratégicos da Ásia, Europa e América Latina

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    Exportações brasileiras de frango avançam 2,2% e renovam recorde
    08deMaiode2026ás10:28

    As exportações brasileiras de carne de frango  mantiveram trajetória positiva em abril e registraram o maior volume já embarcado para o período.

    Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 486,5 mil toneladas no mês, considerando produtos in natura e processados, alta de 2,2% em relação às 475,9 mil toneladas exportadas em abril do ano passado.

    Em receita, as vendas internacionais alcançaram US$ 940,5 milhões no quarto mês deste ano, avanço de 3,8% frente aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo período de 2025.

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    No acumulado do primeiro quadrimestre, o Brasil exportou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango, volume 4,3% superior ao embarcado entre janeiro e abril do ano passado, quando foram registradas 1,863 milhão de toneladas.

    A receita acumulada também apresentou avanço expressivo. Entre janeiro e abril deste ano, o setor somou US$ 3,704 bilhões em exportações, crescimento de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o faturamento ficou em US$ 3,492 bilhões.

    China lidera compras; México e União Europeia ampliam demanda

    Entre os principais destinos das exportações brasileiras em abril, a China permaneceu na liderança, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

    Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas (+13,1%), Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%), União Europeia, com 33 mil toneladas (+23,1%), e México, com 27,1 mil toneladas, registrando um dos maiores avanços percentuais do período, com crescimento de 50,2%.

    Também figuram entre os principais compradores a África do Sul, com 26,3 mil toneladas (-0,8%), Filipinas, com 24 mil toneladas (-10,7%), Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas (-52,7%), Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas (-10,2%), e Singapura, com 12,6 mil toneladas (+3,7%).

    Setor destaca competitividade e demanda internacional

    Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o cenário internacional segue favorável para a proteína animal brasileira, mesmo diante das oscilações geopolíticas no comércio global.

    “O cenário internacional segue bastante dinâmico para a proteína animal brasileira. Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avalia.

    Segundo Santin, o desempenho acumulado do quadrimestre reforça a competitividade da avicultura brasileira no mercado global.

    “O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destaca.

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