Exportações de frango crescem 6% em março, apesar do impacto no Oriente Médio

    Receita atinge recorde e demanda global sustenta embarques mesmo com queda na região

    Por |
    Exportações de frango crescem 6% em março, apesar do impacto no Oriente Médio
    08deAbrilde2026ás14:17

    As exportações brasileiras de carne de frango — considerando produtos in natura e processados — somaram 504,3 mil toneladas em março, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    O volume representa alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

    A receita também atingiu nível recorde no mês. Ao todo, o setor movimentou US$ 944,7 milhões, avanço de 6,2% frente aos US$ 889,9 milhões registrados em março de 2025.

    No acumulado do ano, entre janeiro e março, os embarques alcançaram 1,456 milhão de toneladas, crescimento de 5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o volume foi de 1,387 milhão de toneladas.

    >> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

    >> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

    Em receita, o avanço foi mais expressivo: US$ 2,764 bilhões, alta de 6,9% sobre os US$ 2,586 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

    Impactos da crise no Oriente Médio

    Apesar do desempenho positivo no consolidado,  o conflito no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz afetaram os embarques para o Oriente Médio.

    As exportações para a região recuaram 18,5% em março na comparação com fevereiro, mês anterior ao início das tensões.

    “Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas. São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz. As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    A China retomou o ritmo de importações observado antes de maio de 2025 — período marcado por um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial brasileira, já superado. Em março, o país asiático importou 51,8 mil toneladas, avanço de 11,6% na comparação anual. Entre os principais destinos também estão Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), África do Sul, com 33,1 mil toneladas (+21,4%), e União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).

    Desempenho por estado

    Principal estado exportador, o Paraná liderou os embarques em março, com 202 mil toneladas, alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Na sequência aparecem:

    • Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%),

    • Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%),

    • São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%), e

    • Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).

     

    Temas nesta notícia