BNDES financia R$ 377,2 milhões para ampliar infraestrutura ferroviária da Brado Logística

    Financiamento contempla obras, equipamentos e tecnologia para aumentar a capacidade operacional e fortalecer a logística multimodal no país

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    Projeto prevê melhorias em terminais, aquisição de equipamentos e modernização da operação para ampliar a eficiência no transporte de cargas.

    Projeto prevê melhorias em terminais, aquisição de equipamentos e modernização da operação para ampliar a eficiência no transporte de cargas.

    07deJulhode2026ás10:22

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apoiar a Brado Logística, empresa especializada em transporte multimodal de contêineres, com R$ 377,2 milhões para ampliar a infraestrutura ferroviária, modernizar a operação logística e fortalecer o transporte multimodal no Brasil.

    Os recursos serão destinados a obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e desenvolvimento tecnológico da companhia.

    Do total, R$ 305,2 milhões foram contratados por meio da linha Ferrovias do Finem e do programa Mais Inovação. Outros R$ 72 milhões foram viabilizados via Finame e serão destinados exclusivamente à aquisição de locomotivas, ampliando a capacidade operacional da empresa.

    Os contratos foram assinados em agosto e setembro de 2025 e têm prazo de 10 anos. A expectativa é que o projeto gere 586 empregos, sendo 171 diretos e 415 indiretos, entre postos ligados à operação, cadeia de fornecedores e regiões próximas aos terminais.

    Projeto Carrossel

    A maior parte dos recursos será destinada ao Projeto Carrossel, que reúne obras civis, automação e aquisição de equipamentos para ampliar o corredor logístico entre Santos, Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT). A iniciativa busca aumentar a capacidade operacional, reduzir custos logísticos e diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

    Entre os equipamentos previstos estão os pórticos utilizados na movimentação de contêineres nos terminais ferroviários.

    Com maior capacidade de carga e precisão operacional, essas estruturas permitem acelerar os processos de carregamento e descarregamento, além de aumentar a segurança e a produtividade.

    O projeto também contempla investimentos em sistemas de informação e tecnologias voltadas ao monitoramento e à otimização das operações, além de adequações físicas e obras de infraestrutura nos terminais.

    “O projeto reduz custos e prazos, além de emitir até sete vezes menos CO₂ em comparação ao transporte 100% rodoviário”, observou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

    No primeiro trimestre deste ano, o orçamento previsto para o Projeto Carrossel foi de R$ 23 milhões, distribuídos entre três frentes: engenharia, ativos e tecnologia. Para o período entre abril e dezembro, a previsão é dar continuidade ao cronograma já iniciado, com orçamento de R$ 35 milhões, destinado aos dois terminais e às mesmas frentes estratégicas.

    O CEO da Brado Logística, Luciano Johnsson, afirma que o projeto representa um marco na estratégia de inovação da empresa ao combinar tecnologia e sustentabilidade no transporte multimodal.

    “Somos a primeira empresa do país a realizar um projeto nesse modelo e acreditamos que ele se tornará referência em eficiência logística para futuras operações”, afirma.

    Expansão da logística ferroviária

    Os investimentos reforçam a atuação da Brado na logística ferroviária de cargas conteinerizadas e ampliam a infraestrutura necessária para o crescimento do transporte multimodal no Brasil.

    Tradicionalmente voltadas ao transporte de granéis minerais e agrícolas, as ferrovias vêm ampliando sua participação no escoamento de cargas gerais e produtos de maior valor agregado, como industrializados, refrigerados e mercadorias de importação e exportação.

    A liberação dos recursos ocorrerá por meio do reembolso dos valores executados. À medida que as etapas previstas no cronograma forem concluídas, a companhia poderá solicitar ao BNDES o desembolso dos recursos financiados.

    A Brado é a principal operadora de contêineres do Brasil e responde por 86% da movimentação ferroviária de contêineres, medida em TKUs. A empresa possui frota própria de locomotivas, vagões e contêineres, além de terminais, armazéns e parcerias estratégicas nos principais centros consumidores do país.

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