Verde Agritech ampliará produção de potássio para reduzir a dependência por fertilizantes importados

A estimativa é que a capacidade de produção chegue a 3 milhões de toneladas por ano até o fim de 2022

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Verde Agritech ampliará produção de potássio para reduzir a dependência por fertilizantes importados
04deMarçode2022ás19:16

Verde Agritech anunciou ao mercado nesta quinta-feira (3) que ampliará a capacidade de produção de potássio da sua nova planta em São Gotardo, Minas Gerais. Em obras desde o ano passado, com investimentos de R$ 22 milhões, essa unidade tinha, inicialmente, condições para produzir até 1,2 milhão de toneladas por ano. Agora, o Conselho Administrativo da empresa aprovou mais R$ 51 milhões para dobrar a capacidade de produção. Com o investimento, a estimativa é que a produção chegue a 3 milhões de toneladas por ano até o fim de 2022. As minas têm recursos minerais suficientes para suprir toda a demanda nacional de potássio por mais de 60 anos.

A produção na nova planta está prevista para começar no terceiro trimestre deste ano. A quantidade fará com que a Verde Agritech se torne a maior produtora de potássio do Brasil. A empresa atualizará a infraestrutura atual em São Gotardo para dar suporte à operação da planta dois, além de criar condições para uma futura terceira unidade. Nos últimos 15 anos, a Verde Agritech investiu cerca de meio bilhão de reais em pesquisas, desenvolvimento e na construção de uma mina e uma indústria.

O potássio é hoje o segundo maior item na pauta de importação brasileira, com 2% do total, segundo dados do Ministério da Economia. O país importa, atualmente, 96,5% de todo o potássio que utiliza, 80% da oferta global vêm do Canadá, Rússia e Bielorrússia, os dois últimos são responsáveis por 46%. As importações desse e de outros fertilizantes foram impactados pela guerra na Ucrânia.

"A produção de potássio da Verde Agritech no Brasil é estratégica para o desenvolvimento de uma oferta interna que contribuirá cada vez mais para reduzir a dependência do país de fertilizantes importados e atender a demanda brasileira de produção, consumo e exportação de alimentos", explica Cristiano Veloso, CEO e fundador da Verde Agritech.

Sustentabilidade

Alternativa viável para reduzir a dependência do Brasil aos produtos estrangeiros, a Verde Agritech, listada na Bolsa de Valores de Toronto, Canadá, atua com todas as licenças ambientais.

A operação em São Gotardo é ambientalmente sustentável, sem a necessidade de barragem ou rejeito. O processo não utiliza produtos químicos graças à tecnologia Cambridge Tech, desenvolvida em parceria com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O potássio da Verde Agritech é livre de cloro, o que preserva micro-organismos importantes para a qualidade do solo, diferente do Cloreto de Potássio importado. O produto também é aprovado para a agricultura orgânica.

A fonte para a produção do adubo da Verde Agritech é o siltito glauconítico, rocha de cor esverdeada que, embora utilizada há 200 anos nos EUA, é uma novidade no Brasil. "Nos últimos anos, os agricultores foram parceiros da companhia para testar e difundir a eficiência do produto e, hoje, a empresa fornece fertilizante para mais de dois mil produtores brasileiros, garantindo resultados positivos em mais de 500 mil hectares", comenta Veloso.

Conhecido como Pai da Agricultura Tropical, ex-ministro da Agricultura e ganhador do World Food Prize, Alysson Paolinelli faz parte do conselho diretor da Verde Agritech. Para ele, a aliança entre ciência, tecnologia e agricultura é uma estratégia para buscar alternativas ao potássio importado.  

"Usamos há muitos anos o cloreto de potássio, sem buscar novas alternativas, mas agora temos o potássio brasileiro, que proporciona muitos benefícios para o solo", afirmou Paolinelli. "Não há razão para que o Brasil continue importando essa quantidade de fertilizante para o nosso solo, tendo reservas como esta operada pela Verde Agritech".

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