Falta de fertilizantes vai encarecer alimentos e afetar população mais pobre, diz Aprosoja

Alerta foi feito por Antonio Galvan, presidente da entidade, em debate no Senado

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Falta de fertilizantes vai encarecer alimentos e afetar população mais pobre, diz Aprosoja
02deMaiode2022ás14:55

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan, alertou que a falta de fertilizantes químicos vai afetar a produção e encarecer o preço dos alimentos. E quem vai sofrer mais é a população de renda mais baixa.

Galvan participou de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado que debateu o uso de remineralizadores como alternativa para manejo e uso de solos. O debate foi mediado pelo senador Acir Gurgacz (PR/RO).

De acordo com Galvan, o debate é oportuno, tendo em vista os problemas que os embargos no embarque de fertilizantes na região do conflito entre Rússia e Ucrânia podem provocar na produção de alimentos no mundo.

“O preço para importar fertilizantes está muito mais caro com a guerra. E isso vai refletir em produção menor nas nossas lavouras. Quem mais vai sentir este impacto são as pessoas de baixa renda, que gastam a maior parte de seus recursos para adquirir a cesta básica. O que estamos defendendo aqui vai muito além da redução de custos para produzir. É uma questão de segurança alimentar”, afirmou Antonio Galvan.

Além disso, o presidente da Aprosoja Brasil defendeu a aprovação de pautas prioritárias para o setor produtivo rural, como os projetos de lei do Licenciamento Ambiental, da Regularização Fundiária, dos Defensivos, que já tramitam no Senado, além do PL do Autocontrole, que está prestes a ser apreciado pela Câmara Federal e pode chegar em breve ao Senado.

“Na quarta-feira (27/04) estivemos junto com deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária reunidos com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e pedimos apoio para solucionar os gargalos da produção. Com o Licenciamento Ambiental poderemos regulamentar a exploração de jazidas de fósforo e potássio que temos em território nacional e reduzir nossa dependência de fornecedores externos. Precisamos aprovar com urgência esses projetos para viabilizar a produção e atender a demanda mundial”, salientou Galvan.

Rochagem em alta

Especialistas, pesquisadores e produtores rurais afirmam que a utilização de pó de rochas disponíveis em território nacional pode atenuar parte da dependência brasileira de fertilizantes importados e contribuir com o aumento da fertilidade dos solos, elevar a produtividade das lavouras e reduzir custos para produção.

Participaram também da audiência Sebastião Pedro, chefe da Embrapa Cerrados, Rogério Vian, presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Reginaldo Minaré, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o pesquisador Antonio Bizão.

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