Nova portaria do Mapa padroniza classificação do café torrado

Setor cafeeiro comemora regulamentação publicada hoje no Diário Oficial da União

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Nova portaria do Mapa padroniza classificação do café torrado
11deMaiode2022ás09:54

Nova portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) define o padrão oficial de classificação do café torrado no Brasil. A normativa 570/2022, publicada hoje, dia 11, no Diário Oficial da União, entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2023. 

O texto atende reinvindicação dos produtores de café sobre ter uma regulamentação legal de controle de qualidade e estalece critérios técnicos sobre identidade e qualidade, amostragem, modo de apresentação , marcação e rotulagem.

“O importante é que essa normativa não é uma intervenção do governo, ela é uma conquista da cadeia produtiva do café”, destacou o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Márcio Eli, em evento realizado nesta terça, dia 10, para assinatura da portaria.

O Brasil é o maior produtor mundial de café e, apesar de ter iniciativas de controle por parte do setor privado, era carente de ferramentas legais.

“A regulamentação é um marco importante para o agronegócio brasileiro e para os consumidores apaixonados por esse produto”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal.

Pela norma, é considerado café torrado aquele que foi submetido a tratamento térmico adequado até atingir o ponto de torra desejado, podendo ser rãos ou moído. Os requisitos de identidade são definidos pela espécie do gênero Coffea e pelo tipo de processamento.

Ainda de acordo com a portaria, o café é classificado em tipo único, com a possibilidade de ser enquadrado como fora de tipo ou desclassificado. A película prateada desprendida durante a torra do café em grão não é considerada impureza.

 

 

Cafeicultura comemora

Entidades do setor comemoraram a finalização da portaria sobre o padrão oficial de classificação do café torrado. A expectativa é que ela ajude nas fiscalizações do controle de qualidade e até mesmo aumente o consumo, especialmente a exportação - como consequência da credibilidade que vem da regulamentação legal.

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, disse ontem, dia 10, em reunião no Mapa (foto), que a nova portaria trará mais segurança para o consumidor e mais clareza para a indústria. “O regulamento ainda dá uma condição de fiscalização correta aos produtores”.

“Essa é a comemoração da primeira fase. Hoje a gente se sente feliz porque sabemos que as mudanças propostas são para o bem do setor”, disse Celírio Inácio da Silva,  diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que representa 84% do setor.

Já para o vice-presidente da Comissão de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Thiago Orletti, a classificação é um marco importante para o agronegócio brasileiro, visto que somente o mercado interno atingiu, em 2021, a marca de quase 22 milhões de sacas produzidas e consumidas no país.  “Se somos um grande produtor de café com tanta qualidade, precisamos desse avanço e dessa padronização no setor. Esse é um compromisso que estamos assumindo com o consumidor”, afirmou. 

 

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