Produção de fécula de mandioca cresceu 20% em 2021

Contudo, o preço subiu 24,1% no período ao invés de cair com mais oferta

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Produção de fécula de mandioca cresceu 20% em 2021
12deMaiode2022ás14:55

A produção de fécula nativa de mandioca cresceu 20% em 2021, de acordo com levantamento anual, realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

O estudo, desenvolvido em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), calcula que foram produzidas 636,21 mil toneladas no ano passado, o maior volume dos últimos cinco anos.

Ainda de acordo com a pesquisa, que considerou dados repassados por 81 fecularias espalhadas em 60 municípios do País, o aumento da produção não refletiu em redução no preço.

Ao contrário, os valores de fécula subiram 24,1% em 2021 na comparação com 2020. Já a raiz de mandioca registrou no período alta ainda maior: de 28,3%.

O Valor Bruto da Produção da fécula nativa avançou 48,9%, em termos nominais, totalizando R$ 1,76 bilhão. Entretanto, a inflação medida pelo IGP-DI no período foi de 27,3%, e, com isso, o crescimento real do VBP foi de 17%. 

O levantamento do Cepea aponta que 31,3% das empresas exportaram o produto pelo Brasil em 2021, resultado da maior disponibilidade e de preços competitivos frente a outros players mundiais. Dados da Secex, contabilizam 40,9 mil toneladas de fécula nas exportações do ano passado. 

Produção de derivados 

O estudo é importante por mapear e mensurar também o crescimentos de produtos a partir da fécula. Neste quesito, destacam-se nas três primeiras colocações, como destino das vendas as massas, biscoitos e panificação (com 27% do total); o atacado (19,9%) e a tapioca semi-pronta (8,7%).

Vale lembrar também empresas produzem a fécula, mas não a comercializam na forma nativa. Entretanto, são importantes nos volumes transacionadas em 2021, como por exemplo amidos modificados, misturas para pão de queijo, polvilho doce, polvilho azedo e tapioca. Em conjunto, o aumento na oferta e transação desses produtos foi de 36% entre 2020 e 2021.

 

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