Conheça o Ranking das Maiores Empresas de Laticínios do Brasil

Produção e captação caíram, mas tamanho médio dos produtores aumentou

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Conheça o Ranking das Maiores Empresas de Laticínios do Brasil
23deMaiode2022ás17:29

A Abraleite apresentou, hoje, o 25º Ranking das Maiores Empresas de Laticínios no Brasil referente ao ano de 2021. As três primeiras colocadas foram, respectivamente, a Laticínios Bela Vista, a Unium e a Nestlé. 

O levantamento registrou o resultado de 13 empresas, que juntas representam 47% da produção e 31% da recepção de leite sob inspeção no país no ano passado. o Brasil tem 1,176 milhão de propriedades produtoras de leite. 

A iniciativa contou com o apoio da CNA, Embrapa Gado de Leite, G100, OCB, Viba Lácteos e com o patrocínio da SobControle Fazenda, Plataforma para Gestão de Conhecimento para Pecuária de Leiteira. 

Segundo a Abraleite, ainda, o número de produtores que fornecem leite às empresas do ranking vem caindo, mas a produtividade média subindo. Em 2021, a queda no número de produtores foi de 5,5%, sendo 33.435 em 2020 e 31.596 em 2021.

No ano de 1996, quando se iniciou o ranking, as 10 primeiras empresas tinham 207 mil produtores de leite, enquanto em 2012, também para as 10 maiores empresas, este número caiu para 52 mil.

Por outro lado, o tamanho médio da cada produtor cresceu 4,6% em relação ao ano anterior, saltando de 467 litros/produtor/dia para 489 litros/produtor/dia. Há dez anos, este iinidcador era de 258 litros/produtor/dia.

Queda na captação

O Laticínios Bela Vista, ocupou, pelo segundo ano consecutivo, a primeira posição no ranking com captação de cerca de 1,7 milhão toneladas em 2021 de leite, queda de 2,5% em relação a 2020.

O segundo e terceiro lugar também se mantiveram os mesmos que 2020. Em segundo ficou a UNIUM, com um leve crescimento de 0,6% em relação a 2020 e em terceiro a Nestlé com uma queda na ordenha de -7,4% em relação a 2020.

Apenas duas empresas tiveram crescimento na captação. A queda na captação de 2021 não ocorria desde o levantamento de 2011 (-0,4%). As cooperativas participaram com 41% e as empresas privadas com 59%.

Em 2021, a queda na renda das famílias ocasionou redução no consumo de lácteos e também houve baixa oferta de matéria-prima devido aos altos custos de produçao no campo e condições climáticas desfavoráveis

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