Exportações de frango e suínos batem recorde em janeiro

    Alta ocorre mesmo em período de demanda sazonalmente mais fraca e reforça diversificação de mercados ao longo de 2026

    As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 459 mil toneladas em janeiro. (Foto Claudio Neves/Portos do Paraná)

    As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 459 mil toneladas em janeiro. (Foto Claudio Neves/Portos do Paraná)

    06deFevereirode2026ás16:52

    As exportações brasileiras de carnes de frango e suína registraram crescimento e novos recordes em janeiro, mesmo em um período tradicionalmente marcado por demanda mais fraca no comércio internacional. 

    Os embarques reforçam a leitura de manutenção do fluxo positivo ao longo de 2026, sustentado pela diversificação de destinos e pelo avanço em mercados de maior valor agregado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6/2) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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    No total, os dois segmentos somaram mais de 575 mil toneladas exportadas no mês, considerando produtos in natura e processados, com crescimento tanto em volume quanto em receita. 

    Frango

    As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 459 mil toneladas em janeiro, o maior volume já registrado para o mês.

    O resultado representa alta de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 443 mil toneladas.

    Em receita, os embarques também atingiram patamar recorde. O faturamento chegou a US$ 874,2 milhões, crescimento de 5,8% frente a janeiro do ano passado, quando o saldo foi de US$ 826,4 milhões.

    Principal destino da carne de frango brasileira, os Emirados Árabes Unidos importaram 44,3 mil toneladas no mês, avanço de 14% na comparação anual.

    Linha de produção em frigorífico brasileiro de carnes voltadas à exportação.

    Na sequência aparecem África do Sul, com 36,8 mil toneladas (+34%), Arábia Saudita, com 33,5 mil toneladas (+5%), China, com 33,5 mil toneladas (-25%), Japão, com 29,2 mil toneladas (+4%), União Europeia, com 27,4 mil toneladas (+24%), Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+23%), Coreia do Sul, com 16,2 mil toneladas (+10%), Singapura, com 14,1 mil toneladas (resultado equivalente à 2025) e Chile, com 11,8 mil toneladas (+51%).

    Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a liderança, com 187,7 mil toneladas embarcadas em janeiro, alta de 3,9%.

    Em seguida aparecem Santa Catarina, com 103,1 mil toneladas (+9,3%), Rio Grande do Sul, com 58,7 mil toneladas (+0,75%), São Paulo, com 26,7 mil toneladas (+2%) e Goiás, com 25,6 mil toneladas (+9,5%).

    “O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de típica demanda reduzida, como é o mês de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Árabes, na África do Sul, nos países da União Europeia e em determinados mercados da Ásia com expressiva demanda”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Carne suína

    As exportações brasileiras de carne suína também alcançaram volume recorde em janeiro. Ao todo, foram embarcadas 116,3 mil toneladas, crescimento de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o total foi de 106 mil toneladas.

    A receita somou US$ 270,2 milhões, alta de 13,6% na comparação anual e novo recorde para janeiro. No mesmo período do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 238 milhões.

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína do Brasil no mês, com 37,4 mil toneladas, aumento expressivo de 91%. O Japão aparece em seguida, com 12,9 mil toneladas (+58%), seguido por Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), México, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%).

    Santa Catarina permaneceu como principal estado exportador de carne suína, com 56,5 mil toneladas embarcadas em janeiro, apesar de queda de 2,3% em relação ao ano anterior. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), Paraná, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%).

    “O movimento ocorrido ao longo de 2025 segue neste ano, com descentralização dos envios à China para novos destinos, incluindo Filipinas e outros mercados de alto valor agregado, como é o caso do Japão. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026”, ressalta Ricardo Santin.

     

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