RS comemora um ano como zona livre de febre aftosa sem vacinação

Primeiro aniversário trouxe reflexões sobre desafios futuros para manutenção do status

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RS comemora um ano como zona livre de febre aftosa sem vacinação
27deMaiode2022ás17:17

Criadores de bovinos e suínos do Rio Grande do Sul comemoram hoje (dia 27) o primeiro ano da conquista da certificação de zona livre de febre aftosa sem vacinação no Estado. 

Concedida em 27 de maio de 2021, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a certificação foi resultado de grande mobilização do setor agropecuário gaúcho.

Por este motivo, o primeiro aniversário é, para autoridades e representantes do setor,  mais do que um dia de festa, um marco para lembrar que responsabilidade permanece para a manutenção do status. 

“É um dia de comemoração, sim, mas também um dia de responsabilidade. A manutenção do status sanitário é um compromisso de todos”, avalia o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Domingos Velho Lopes.

A superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa/RS), Helena Rugeri, também destaca que o avanço do status sanitário no Rio Grande do Sul só foi possível pela integração entre o setor público e o privado.  “A manutenção do fortalecimento do Serviço Veterinário Oficial, que realiza uma vigilância ostensiva, e a orientação dos produtores são de suma importância para a manutenção do status sanitário”, afirma Helena.

Mercado internacional 

No campo, a maior expectativa pós status é a abertura do mercado internacional. Representantes de diversas entidades do setor concordam que, além de comemorar o primeiro ano do novo status, é importante planejar o futuro.  “O mercado internacional não funciona no imediatismo. Ainda precisamos caminhar para que os grandes mercados do mundo tenham este reconhecimento e que ele seja duradouro”, destaca o presidente da Farsul, Gedeão Pereira. 

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (SIPS), José Roberto Goulart, analisa que “o reconhecimento da OIE não é um botão que você aperta e no outro dia todos os países vão estar liberados para exportar” e que “todos precisamos estar prontos para o novo patamar sanitário.

Em sintonia, o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), Valdecir Folador, também reforçou que, para a suinocultura, o status é importante, uma vez que “muitos países que só importam carne de zonas livres de aftosa sem vacinação.”

Vale lembrar que o último caso da doença registrado no Rio Grande do Sul foi em 2001.

Brasil quer certificação para todos até 2026 

Além do Rio Grande do Sul, os estados do Paraná, Acre, Rondônia e alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso, foram certificados como zona livre de aftosa sem vacinação em maio do ano passado. Santa Catarina, primeiro a conseguir, possui a certificação internacional há 15 anos.

Mas a meta do governo é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação, o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais. 

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