Ipea: adesão à OCDE pode elevar PIB do Brasil em 0,4% ao ano

O percentual, com base no ano de 2021, corresponde a R$ 28 bilhões anuais

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Ipea: adesão à OCDE pode elevar PIB do Brasil em 0,4% ao ano
06deJunhode2022ás10:55

O estudo “Acessão do Brasil à OCDE: impactos econômicos esperados”, publicado na última sexta-feira (dia 3), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima um aumento 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) com a entrada no Brasil no grupo dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Em montante, o percentual equivaleria, comparando com o PIB de 2021, a R$ 28 bilhões anuais.

De acordo com análise do Ipea, ao aderir à OCDE, o Brasil incorporará um acervo de instrumentos legais e de fortalecimento institucional capaz de alavancar os indicadores de desenvolvimento econômico. Ainda segundo o Ipea, trata-se do país “não membro da OCDE” com maior grau de adesão aos instrumentos normativos e que participa do maior número de comitês da organização. 

O estudo aponta ainda, entre os ganhos esperados com a acessão, a elevação da renda per capita, o avanço nos indicadores de controle da corrupção e da qualidade regulatória e o aumento do investimento estrangeiro direto, em particular dos Greenfield Investments. 

Aumento considera experiências anteriores e semelhantes

A nota destaca estudo "O que o Brasil pode esperar da adesão à OCDE", dos especialistas Otaviano Canuto e Tiago dos Santos, e publicado pelo Ipea em 2021, no qual os autores recordam que a entrada de países na União Europeia (UE) propiciou, em regra geral, um aumento de 0,6% a 0,8% no PIB por ano.

Eles estimam que benefícios da OCDE ao Brasil seriam aproximadamente a metade do , observado, em média, entre os europeus que aderiram à UE, daí ser de até 0,4%. 

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