Ipea: Brasil emite menos CO2 por quilo de alimento produzido

Estudo afirma também que país tem indicadores superiores aos de Estados Unidos e Alemanha, por exemplo

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Ipea: Brasil emite menos CO2 por quilo de alimento produzido
10deJunhode2022ás14:50

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou ontem (dia 9), durante o seminário Agricultura, Pecuária, Energia e o Efeito Poupa-Florestas: Um Comparativo Internacional, nota técnica em que reafirma o potencial do Brasil como líder em produção sustentável entre os grandes países agroexportadores.

No evento, com participação de autoridades e especialistas brasileiros e de organismos internacionais, o Ipea apresentou indicadores de sustentabilidade que colocam o Brasil a frente de países como Argentina, Canadá, China, França, Alemanha, Índia e Estados Unidos.

A avaliação de seus pesquisadores destaca a capacidade brasileira em liderar nas soluções para a oferta global de alimentos e energia, especialmente em um cenário de preocupação com a agroinflação, a insegurança alimentar e efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Para o coordenador de Estudos em Sustentabilidade Ambiental do Ipea, José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, dois indicadores ilustram o papel de protagonista do Brasil:  o efeito poupa-florestas, que visa calcular a extensão de terras poupada devido às mudanças tecnológicas e técnicas na produção agropecuária; e a emissão de gases de efeito estufa por unidade de produção.

“O efeito poupa-florestas no Brasil é o maior entre os países comparados”, afirma o pesquisador, ao divulgar que esse indicador alcançou a marca de 43,2% do território nacional em 2020. “A área poupada é maior do que a efetivamente utilizada na agropecuária brasileira, enquanto Alemanha e França sempre pouparam pouco em seus territórios”, explicou.

Segundo ele, depois do Brasil, o país com melhor desempenho nesse indicador é a Índia, com 34,5%. No entanto, o desempenho indiano esteve associado exclusivamente à produção agrícola. Já o brasileiro se deve aos ganhos de produtividade na agricultura e pecuária.

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 Quilo de alimento brasileiro é referência em unidade de emissão de GEE

O estudo também reforça a produção brasileira relacionada a unidade de emissão de gases de efeito estufa (GEE) e como o país tem avançado nos investimentos para culturas com baixo carbono.

Ainda segundo o Ipea, a economia brasileira é a que apresentou a melhor taxa de crescimento do indicador baseado na produção agropecuária por emissões totais de gases estufa entre 1990 e 2020, com 3,92% na pecuária e 3,93% na agricultura.

Os resultados evidenciam que um quilo de alimento produzido hoje gera menos emissões, e o Brasil lidera esta corrida mundial por uma produção mais sustentável.

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