Meteorologia prevê La Niña pelo terceiro ano seguido

Fenômeno aumenta ocorrência de estiagem no Sul e de chuva no Nordeste do Brasil

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Meteorologia prevê La Niña pelo terceiro ano seguido
13deJunhode2022ás10:42

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirma que a atuação do fenômeno La Niña tem 70% de probabilidade de persistir, pelo menos, até agosto de 2022.

Ainda de acordo com a OMM, alguns modelos matemáticos indicam até 60% de chances de que ela poderá se estender até o início de 2023.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), caso essa previsão se confirme, será a terceira primavera consecutiva no Hemisfério Sul sob influência da La Niña, algo que só ocorreu outras duas vezes desde 1950 (de 1973 à 1976 e de 1998 à 2001), portanto, algo incomum na história da meteorologia.

O evento atual da La Niña teve início em outubro de 2021. Nos meses de janeiro a março de 2022, apresentou um decréscimo na intensidade, permanecendo na classificação de intensidade fraca. Porém, em abril e maio de 2022, estas anomalias se fortaleceram.

O que é a La Niña?

A La Niña é um fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais de partes central e leste do Pacífico Equatorial e de mudanças na circulação atmosférica tropical, impactando os regimes de temperatura e chuva em várias partes do globo, incluindo a América do Sul.

No Brasil, durante eventos de La Niña, em geral são observados aumentos dos volumes de chuva nas regiões Norte e Nordeste e chuvas abaixo da média na Região Sul, além de uma ligeira diminuição nos valores de temperatura nas regiões Sudeste e Sul.

 

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