IGP-10 registra alta da inflação para 0,74% em junho, aponta FGV

Preços de algodão e cana-de-açúcar são influências na alta na variação na comparação com maio

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IGP-10 registra alta da inflação para 0,74% em junho, aponta FGV
15deJunhode2022ás10:36

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta (dia 15) variação de 0,74% no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) - em junho. No mês passado, a taxa foi de 0,10%.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 8,53% em 2022 e de 10,40% nos últimos 12 meses. A FGV lembra que, como comparação, em junho de 2021 o índice subiu 2,32% e acumulou elevação de 36,94% em 12 meses.

Um dos fatores para a alta de junho, na comparação com maio, está nos preços de produtos agropecuários como algodão e cana-de-açúcar. Neste grupo, a variação passou de -1,59% no mês passado, para -0,04%.

Os preços do algodão lideram elevação, no período, saindo de 2,17% para 6,32%. Já na cana-de-açúcar o índice saiu de 1,65% para 2,32%). Os produtos industriais também registraram ligeiro avanço, subindo 0,67% em junho, ante 0,54% no mês passado. O preço dos automóveis novos foram destaque no índice ao produtor (de 0,22% para 2,47%) e ao consumidor (de 0,90% para 0,97%). 

IPA e IPC

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também divulgado hoje, subiu 0,47% em junho. O maior “vilão” é o óleo diesel, cujo último reajuste ocorreu em 10 de maio, e que respondeu por 68% da taxa do IPA no período, de acordo com André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,08%. 

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,72% em junho. Em maio, o índice havia apresentado taxa de 0,54%. Três das oito classes de despesa registraram acréscimo em suas taxas de variação: habitação (-2,37% para 0,13%), vestuário (1,03% para 1,83%) e despesas diversas (0,63% para 0,66%).

Em contrapartida, os grupos alimentação (1,39% para 0,42%), transportes (1,23% para 0,45%) e saúde e cuidados pessoais (1,25% para 0,84%) e Comunicação (-0,11% para -0,25%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram das hortaliças e legumes (4,10% para -10,83%) e do etanol (8,99% para -2,47%).

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