Quem foi o vilão do supermercado do brasileiro no ano?

    Levantamento mostra que um item disparou no acumulado de 12 meses, enquanto outros alimentos também pressionaram o bolso

    Por |
    Quem foi o vilão do supermercado do brasileiro no ano?
    30deDezembrode2025ás13:13

    Um levantamento sobre os preços dos alimentos no Brasil mostra que o peso maior no bolso do consumidor não veio de um item isolado de um único mês, mas do comportamento acumulado ao longo do ano.

    Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos foi o produto que mais encareceu no País, com alta de 42,1% no preço médio nacional, segundo estudo da Neogrid.

    Na sequência do ranking anual aparecem os queijos, com avanço de 12,3%, seguidos por margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

    >> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

    O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e acompanha a variação de preços no varejo ao longo do período.

    Novembro teve comportamento distinto entre os alimentos

    Ao observar apenas o recorte mensal, o estudo mostra que novembro apresentou movimentos diferentes dentro do supermercado. Os queijos lideraram as altas no mês, com aumento de 21,2% no preço médio nacional, registrado em todas as regiões do País.

    Em contrapartida, itens básicos como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) apresentaram queda.

    Outras categorias também pressionaram os preços em novembro, como legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) — este último com elevação em todas as regiões. Por outro lado, café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%) registraram recuo nos preços médios, ajudando a conter a inflação dos alimentos no período.

    Inflação geral segue controlada

    No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação mais moderado no encerramento do ano.

    Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, parte das pressões observadas ainda está relacionada a fatores estruturais.

    “Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, afirma.

     

    Temas nesta notícia