Guerra Rússia x Ucrânia pode durar anos, diz Otan

Secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, pediu apoio constante aos ucranianos

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Guerra Rússia x Ucrânia pode durar anos, diz Otan
20deJunhode2022ás10:39

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse, em reportagem publicada ontem (dia 19), pela Reuters, acreditar que a guerra entre Rússia e Ucrânia possa “durar anos”.

A triste previsão surgiu, no entanto, acompanhada do pedido de apoio constante aos ucranianos, no momento em que as forças russas lutam por território no leste do país. 

Stoltenberg disse que “fornecer armamentos de última geração às tropas ucranianas aumentaria as chances de liberar a região de Donbas, no leste, que está sob controle russo”, de acordo com o jornal alemão Bild am Sonntag. 

Isso porque, após não conseguir tomar Kiev, capital ucraniana, no começo da guerra, as forças russas concentraram esforços na tentativa de completar o controle de Donbas, que já tinha partes nas mãos de separatistas apoiados pela Rússia antes da invasão de 24 de fevereiro. 

“Precisamos nos preparar para o fato de que [a guerra] pode levar anos. Não podemos desistir de apoiar a Ucrânia”, disse Stoltenberg, segundo o jornal.

Segundo o secretário, é preciso seguir, mesmo " se os custos forem altos, não apenas em apoio militar, mas também na alta dos preços de energia e alimentos.”  

Treinamento às forças ucranianas 

Na sexta-feira (dia 17), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, visitou Kiev com uma proposta de treinamento às forças ucranianas. Ele também disse no sábado que era importante que o Reino Unido desse apoio no longo prazo, alertando para o risco de haver “saturação da Ucrânia”, com a guerra se arrastando. 

Em um artigo de opinião no jornal Sunday Times de Londres, Johnson disse que isso significava garantir que “a Ucrânia receba armas, equipamentos, munição e treinamento mais rapidamente do que o invasor”. 

Ainda na semana passada, a Rússia infomou ter lançado o que chamou de “operação militar especial” para desarmar a nação vizinha e proteger pessoas ali residentes que falam russo. Kiev e seus aliados rejeitaram a justificativa como um pretexto sem fundamento para uma guerra de agressão.  

 

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