Heineken vende menos e anuncia corte de até 6 mil empregos

    Gigante holandesa confirmou plano de reestruturação global após desaceleração no consumo da bebida e mudanças no comportamento dos consumidores

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    Heineken vende menos e anuncia corte de até 6 mil empregos
    12deFevereirode2026ás11:57

    A  Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) um plano global de reestruturação que prevê o corte de até 6 mil empregos ao longo dos próximos dois anos.

    A medida representa cerca de 7% da força de trabalho da companhia, estimada em 87 mil funcionários no mundo. 

    A  Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, anunciou nesta quarta-feira (11) o plano de demitir até 6 mil empregos globalmente nos próximos dois anos. 

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    A medida, explicou a empresa, faz parte de um plano de reestruturação diante de um cenário de queda nas vendas de cerveja e desaceleração do mercado em diversas regiões. 

    Os cortes, que representam 7% do total de funcionários da empresa em todo o mundo (são aproximadamente 87 mil funcionários), ocorrem em um momento em que hábitos de consumo estão mudando, com quedas nos volumes de bebidas alcoólicas registradas em 2025. 

    Segundo reportagem do G1, apesar de a Heineken ter obtido um lucro operacional maior do que o esperado no último ano, com crescimento de 4,4% em 2025, o volume total vendido foi menor, pressionado por mercados como Europa e Américas. 

    Outras empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após vários anos de desempenho fraco nas vendas. 

    Mais qualidade, menos quantidade 

    O plano anunciado pretende reduzir custos, melhorar a eficiência e gerar recursos para investir em crescimento futuro, segundo a própria companhia. 

    E por que as pessoas estão tomando menos cerveja?

    Entre os fatores citados pela Heineken estão o preço elevado, tendências de bem-estar que levam muita gente a moderar o consumo de álcool e, em particular, mudanças nos hábitos de consumo entre gerações mais jovens, menos afeitas à bebida. 

    Os cortes vão ocorrer ao longo dos próximos dois anos e devem atingir especialmente operações na Europa, onde os volumes sofreram quedas mais relevantes, além de áreas consideradas menos estratégicas para crescimento futuro. 

    Mercado em transformação 

    A situação da Heineken não é única. Grandes fabricantes de bebidas alcoólicas enfrentam pressões semelhantes em vários mercados, pelos mesmos motivos identificados pela empresa holandesa. 

    Após o anúncio do plano, as ações da Heineken chegaram a subir cerca de 4% na bolsa de Amsterdam, reflexo de uma reação do mercado ao esforço da empresa em reduzir custos e ajustar suas projeções. 

    Para 2026, a companhia revisou para baixo sua expectativa de crescimento de lucro, para um intervalo entre 2% e 6% - ante 4% e 8% projetados inicialmente. 

    Mudanças 

    A reestruturação ocorre em meio a um momento de transição inesperada na liderança da empresa. Em janeiro, o CEO Dolf van den Brink anunciou que deixará o cargo em maio, após quase seis anos no comando. 

    Em paralelo aos cortes, a companhia tem explorado novas categorias e formatos, incluindo opções sem álcool e estratégias digitais, como formas de se manter relevante às novas gerações e às mudanças dos hábitos dos consumidores, mais ligados a tendências de bem-estar e diversidade de sabores.

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