Valorização do dólar sustenta cotações da soja e do milho

Câmbio pesou mais que demanda enfraquecida e início da safra de milho

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Valorização do dólar sustenta cotações da soja e do milho
20deJunhode2022ás16:55

A valorização do dólar, que voltou a operar acima dos R$ 5, favoreceu as cotações em real da soja e do milho, que tiveram leves altas na semana passada, entre 13 e 17 de junho.

No caso da soja, os preços subiram no Brasil impulsionados também pelo maior interesse de compradores.

Segundo pesquisadores do Cepea, esses agentes aproveitaram o câmbio realizar negócios de curto prazo em reais no mercado interno e completar navios.

Vendedores, que também estiveram mais ativos no período, buscaram “fazer caixa” para pagamento de custeio. 

Inclusive, os valores da soja em grão no Brasil se descolaram dos observados no mercado externo, que caíram, pressionados pelo bom ritmo da semeadura e pela demanda enfraquecida.

Quanto aos derivados, a demanda de avicultores e suinocultores por farelo de soja esteve mais aquecida, cenário que elevou os preços do produto no Brasil. Já no caso do óleo, os valores caíram, pressionados pela menor demanda para a produção de biodiesel no Brasil.

Cotação do milho

Mesmo diante do início da colheita da segunda safra em importantes regiões produtoras, como Mato Grosso e Paraná, os preços do milho apresentaram leves altas na semana passada na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. 

Segundo pesquisadores, a sustentação veio da postura firme de vendedores, que estiveram atentos à maior paridade de exportação. Já demandantes preferiram aguardar melhores oportunidades com o avanço da colheita, cenário que limitou a liquidez.

Nos portos, as cotações também avançaram, influenciadas pelas valorizações do dólar e externa. 

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