Entidades avaliam expansão dos corredores logísticos do Nordeste

CNA, Federações e Conab pretendem realizar "diagnóstico" das rodovias da região para aumentar o escoamento de grãos

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Crédito da imagem: divulgação CNA Brasil.

Crédito da imagem: divulgação CNA Brasil.

08deJulhode2022ás11:46

A atual situação dos corredores logísticos do Nordeste, bem como possíveis melhorias, foi tema da reunião realizada ontem (dia 7) pela Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

O encontro, com representantes das federações de agricultura dos estados e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), debateu ações que viabilizem um “diagnóstico” das rodovias envolvidas no projeto.

O objetivo é melhorar a eficiência do escoamento de grãos para os portos da região e atender a demanda do setor para melhorias, impulsionado o crescimento do agro. Entre as rodovias analisadas está a BR-020, que sai de Brasília e percorre os estados da Bahia, Piauí e Ceará.

“A conclusão desta rodovia (a BR-20) é muito importante para a região do semiárido, onde a produção de grãos e a pecuária têm crescido nos últimos anos. Precisamos unir esforços para discutir formas de como melhorar a infraestrutura e logística no Nordeste”, destacou Mário Borba, atual presidente da Comissão e da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa-PB) e vice-presidente da CNA.

O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Luiz Freire, reforçou que um dos motivos para a execução do estudo é a relevância da produção e exportação de soja, milho e algodão nos estados que compõem o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Safra 2020/2021

Freire lembrou que, na safra 2020/2021, os estados produziram 16 milhões de toneladas de soja e 8 milhões de toneladas de milho. Ainda de acordo com dados do Comexstat, no ano passado, o porto de Itaqui, no Maranhão, exportou 7,8 milhões de toneladas de soja. Já o porto de Salvador, na Bahia, embarcou cerca de 3 milhões de toneladas do grão. 

Além dimensionar o mercado de grãos do Matopiba; o estudo proposto pretende identificar os atuais gargalos operacionais e logísticos; e sugerir parâmetros para projetos de infraestruturas de armazenagem, portuária e equipamentos ferroviários que atendam o mercado agropecuário da região.

 “A proposta é acompanhar também as estruturas que estão sendo criadas na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), que atravessa o estado, ligando a Ferrovia Norte-Sul aos portos de Ilhéus, de Itaqui e Porto Sul, além da continuação dos investimentos nas rodovias BR-020 e BR-242, estabelecendo campos de interesse para o avanço do agro”.

 Ferrogão 

Outro tema discutido no encontro foi o projeto da Ferrogrão, ferrovia que vai conectar o Mato Grosso a terminais portuários no Pará, reduzindo os custos logísticos de transporte da produção agropecuária nas regiões Norte e Centro-Oeste do país. Pelo projeto, são 933 quilômetros de extensão, ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA). 

O projeto aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, movida pelo PSOL, que questiona a alteração dos limites de uma área e pede a suspensão do processo para implantar a ferrovia no Pará.

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