Consultoria prevê recuperação dos preços globais do açúcar

Apesar de reprimidos por ora, fundamentos permanecem positivos

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Preços internacionais do branco devem oferecer resistência no próximo trimestre. (Foto: Mapa)

Preços internacionais do branco devem oferecer resistência no próximo trimestre. (Foto: Mapa)

15deJulhode2022ás14:49

A consultoria HedgePoint Global Markets vê o preço do açúcar reprimido no mercado internacional com a possibilidade de desaceleração global e com as interferências políticas sobre os biocombustíveis no mercado interno.

Segundo os especialistas, o ambiente macroeconômico e os esforços do governo brasileiro na redução dos preços do etanol ainda são um desafios para recuperação do açúcar.

No entanto, a consultoria avalia que os fundamentos permanecem otimistas: há uma contração nos fluxos comerciais causada, principalmente, pela menor oferta dos brancos.

O documento explica que tanto a Índia quanto a Tailândia desempenharam um papel importante ao reduzir suas exportações do açúcar de maior qualidade aproveitando os preços do bruto.

Além disso, o prêmio do branco atingiu alta de 10 anos e a demanda está reagindo. Numa época do ano em que o Brasil é o principal exportador, o basis em Santos atingiu mais de 30 pts.

“Esperamos que alguma resistência seja encontrada a partir de 17,8 c$/lb, especialmente à medida que se aproxima da arbitragem de importação chinesa em 17c$/lb”, explicam em relatório divulgado hoje.

Sinais de recuperação

 

Como o sentimento de risco global parece ter melhorado nos últimos dias, as commodities responderam positivamente. No caso do açúcar, esse não é o único motivo da recuperação em seu preço.

Desde o menor valor em quatro meses, 17,7 c$/lb, o mercado recuperou mais de um centavo por libra-peso, chegando a 18,8 c$/lb, dada a demanda impulsionada pelos brancos.

No terceiro trimestre, o principal produtor do Hemisfério Norte, a Índia, reduzirá sua participação ao entrar na estação das monções. Vale ressaltar que o principal aperto vem do branco: o Brasil é um grande exportador de bruto e, nesta safra, também o foram a Índia e a Tailândia.

Os trimestres do próximo ano são mais difíceis de prever. Se, no entanto, os preços continuarem favoráveis ao refino, poderemos ver os países do Hemisfério Norte mais uma vez priorizando os brancos – voltando a sua sazonalidade média.

Os fundamentos gerais de disponibilidade apontam para uma tendência mais otimista mas, no entanto, o ambiente político e macro pode impedir que os preços superem 20c$/lb.

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