Preço do Cbio “derrete” com possível prorrogação da meta de carbono

Créditos de descarbonização perderam 47% do valor em poucos dias

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O preço do Cbio caiu de R$ 202,65 no final de junho para R$ 108,08. (foto - Getty Image)

O preço do Cbio caiu de R$ 202,65 no final de junho para R$ 108,08. (foto - Getty Image)

26deJulhode2022ás17:52

A recomendação do comitê RenovaBio sobre a prorrogação da data para comprovação de atendimento à meta de descarbonização dos distribuidores em um ano, até o final de 2023, fez o preço do Cbio cair quase pela metade.

Segundo a hEDGEpoint Global Markets, o Cbio caiu de R$ 202,65 no final de junho para R$ 108,08 na quarta-feira da semana passada.

Isto representa uma redução de receita de R$ 0,11 por litro vendido de etanolhidratado. Para o açúcar, o impacto foi sentido na variação semanal do bruto de 19,41 c$/lb para 17,89 c$/lb e na redução do seu piso.

“O impacto da queda dos preços do Cbio também foi sentido no mercado de açúcar”, afirma Yuri Renni, analista sênior de inteligência de mercado de energia renovável da hEDGEpoint Global Markets.

Segundo ele, já que o Brasil é o principal fornecedor do adoçante no momento, uma redução do preço do etanol significa uma queda do piso do açúcar e, portanto, pode ser entendido como uma pressão baixista.

Outros fatores

Além disso, esta semana tivemos algumas notícias relevantes para o mercado de commodities.

A primeira, reforçando o cenário adverso macroeconômico, diz respeito ao movimento do Banco Central Europeu (BCE) que elevou sua taxa de juros para 0,5%, acima dos 0,25% esperados pelo mercado, numa tentativa de combater a inflação no bloco.

Nos EUA, o último relatório do DOE mostrou uma desaceleração da demanda por combustíveis – dando uma perspectiva baixista para combustíveis fósseis e, portanto, para commodities como o açúcar.

Enquanto isso, no Brasil, a Petrobrás anunciou uma redução de 4,9% no preço da gasolina nas refinarias, passando de R$ 4,06 por litro para R$ 3,86 por litro.

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