Agro gerou mais de 34 mil postos de trabalho em junho

Setor superou nível de emprego em relação ao período pré-pandemia e também elevou salários

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No acumulado de janeiro a junho, o agro gerou 84.043 empregos formais. (Foto: Agência Brasil)

No acumulado de janeiro a junho, o agro gerou 84.043 empregos formais. (Foto: Agência Brasil)

29deJulhode2022ás11:56

 A agropecuária brasileira gerou 34,460 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês de junho, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (novo Caged), divulgado ontem (dia 28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. 

Esse é o segundo melhor desempenho dos últimos 12 meses, perdendo para junho do ano passado, quando foram criados 39.313 novos contratos.

Ainda segundo o levantamento, no acumulado dos meses de janeiro a junho, o agro gerou 84.043 empregos formais.

O resultado vem do saldo de 658.637 admissões para 574.594 demissões, com variação relativa 5%.

No total, o Brasil fechou o mês de junho com a geração de 277.944 empregos formais (com carteira assinada), um aumento de 0,67% em relação a maio.

Em junho, foram contabilizadas pelo governo 1.898.876 de contratações “contra” 1.620.932 desligamentos.  

 

Estudo inédito reforça potencial do agro

Em sintonia com os resultados do Caged, o Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) divulgou recentemente resultados de uma pesquisa que endossa a boa geração de empregos no agro.

O estudo, que buscou avaliar a recuperação dos níveis de emprego do período anterior a pandemia, calculou a média mensal do nível de ocupação na agropecuária a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação dos dados da PNAD de março de 2019 a abril de 2020 com o período de abril de 2021 a março de 2022, o agro (agropecuária e agroindústria) gerou 463,69 mil postos de trabalho e com aumento da média salarial. Só a agricultura foi responsável por 544,5 mil vagas.

No período, o saldo do Brasil foi a perda 1,035 milhão de postos ocupados.

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