CNA avalia mercado bilionário do carbono no Brasil
Entidade ouviu especialistas sobre o potencial da agricultura e pretensões de exportar crédito
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Para se destacar mundialmente, Brasil precisa de metodologia bem definida. (Foto: CNA)
Do papel à prática, como anda o mercado de carbono brasileiro? A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil analisa tal questionamento em texto intitulado “Apesar de bilionário, mercado de carbono exige paciência no Brasil”, publicado hoje (dia 12), no site da instituição.
Para a CNA, “não é de hoje que o Brasil discute a criação de um mercado regulado de carbono, no qual os créditos poderão ser vendidos para países que precisam cumprir as metas obrigatórias de redução de emissões”.
Porém, e apesar do potencial bilionário do Brasil para se tornar um exportador de créditos de carbono, o caminho parece ser tão longo quanto promissor, de acordo com a CNA.
Como exemplo, o texto lembra estudo da WayCarbon, encomendado pela Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil), em 2021, para o qual o país pode gerar cerca de US$ 100 bilhões em receitas de créditos de carbono até 2030.
Parte significativa desse potencial tem suas expectativas na agricultura brasileira, de acordo com especialistas ouvidos pela CNA.
“A agricultura é uma das poucas cadeias que consegue sequestrar carbono da atmosfera. Boas práticas agrícolas são capazes de incorporar matéria orgânica que, em algum momento, será carbono sequestrado no solo. É uma oportunidade enorme para o agronegócio”, destaca Marília Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.