CNA crítica Marco Legal das Garantias por retirar proteção de bens

    Entidade apresentou emenda ao PL 4.188/21 para manutenção da impenhorabilidade

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    PL permite penhora de bens de família como garantias para pagamento de empréstimos. (Foto: CNA)

    PL permite penhora de bens de família como garantias para pagamento de empréstimos. (Foto: CNA)

    25deAgostode2022ás09:39

    A possibilidade de penhora do bem de família e a excussão extrajudicial da hipoteca são pontos do PL 4.188/21 que prejudicam não só os produtores rurais, mas toda a cadeia do agro. 

    O alerta vem do diretor jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rudy Ferraz, durante reunião ontem (dia 24), de integrantes da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA.

    O encontro teve como pauta justamente o PL 4.188/21, em análise no Senado, após aprovação em junho na Câmara dos Deputados, que institui um marco legal para o uso de garantias destinadas à obtenção de crédito no País.

    Segundo o Governo, o Novo Marco de Garantias visa facilitar o uso das garantias de crédito, reduzir custos e juros de financiamentos e aumentar a concorrência, uma vez que a proposta cria um serviço de gestão especializada de garantias, retirando a exclusiva dos bancos na avaliação.

    Para a CNA, no entanto, a maior preocupação é o fato do PL ser contrário a impenhorabilidade do bem de família, que hoje é assegurada pela Lei nº 8009/90.

    Por este motivo, segundo Ferraz afirmou, a entidade apresentou uma emenda à proposta para manter a segurança dos bens de família, conforme previsto no artigo 5º da Constituição Federal.

    O presidente da Comissão e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), deputado José Mário Schreiner, pediu às federações de agricultura para enviarem à CNA um posicionamento sobre o assunto visando à condução do tema no Congresso Nacional.

    Atualmente, o PL aguarda despacho da Mesa Diretora do Senado para encaminhamento e debate nas comissões da casa.

     

    Plano Safra

    Durante a reunião desta quarta, a CNA também debateu as principais alterações do Plano Safra 2022/2023, a partir de balanço elaborado pela assessora técnica Mariza de Almeida.

    Ela fez um comparativo da contratação de crédito do mês de julho do plano atual e da safra anterior e apontou que, apenas em custeio, o crescimento foi de 49%.

    Para investimento, comercialização e industrialização, no entanto, houve retração nos valores contratados em relação ao mesmo período do ano passado.

    Estavam presentes na reunião, além dos assessores técnicos da CNA, representantes das Federações de Agricultura e Pecuária de 13 estados.

     

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