Superávit da balança comercial cai 15,8% no acumulado do ano
No mês passado, agropecuária teve 38,4% de aumento nas exportações

Governo indicou crescimento de 38,4% na agropecuária. (foto - Getty Image)
O Ministério da Economia divulgou uma queda de 15,8% no superávit comercial do Brasil até agosto de 2022, em comparação com o mesmo período do ano passado. O saldo até o mês passado soma de US$ 44,05 bilhões.
A razão é o aumento nas exportações de 18,4% - para US$ 225,09 bilhões – e um crescimento ainda maior nas importações de 31,5% - para US$ 181,04 bilhões. Esta tendencia já se desenhava ao longo do primeiro semestre.
Considerando apenas agosto, as exportações cresceram 8,4% e somaram US$ 30,84 bilhões. As importações cresceram 30,5% e totalizaram US$ 26,68 bilhões. Assim, houve superavit de US$ 4,16 bilhões no mês.
Agropecuária exportou mais
Ainda sobre o mês passado, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 38,4% em Agropecuária, que somou US$ 6,81 bilhões; queda de -30,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 6,78 bilhões e, por fim, crescimento de 24,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,04 bilhões.
A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações. A expansão das exportações no setor foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de milho não moído, exceto milho doce ( 136,8%), café não torrado (24,2%) e Soja ( 16,6%).
Contudo, produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-33,7%), frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-32,8%) e Madeira em bruto (-54,0%) tiveram menos exportações.
Brasil importa pouco produtos agrícolas
Em agosto, o Brasil importou 30% mais produtos agropecuários, mas, comparativamente, as cifras são menores, e ficaram em US$ 0,57 bilhão. Entre os produtos, estão o trigo e centeio, não moídos ( 37,8%), Cevada, não moída ( 1.113,1%) e Milho não moído, exceto milho doce ( 86,0%).
Por outro lado, rntre os insumos do setor, os fertilizantes brutos tiveram aumento de 90,6% e os fertilizantes químicos de 51,8% nas importações. As informações são do Ministério da Economia.
