CNA divulga seus posicionamentos para a COP27

    Documento ouviu o setor sobre como cumprir metas da agropecuária para limitar o aquecimento global e seus efeitos

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    Brasil deve reduzir sua emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025. (foto - divulgação CNA)

    Brasil deve reduzir sua emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025. (foto - divulgação CNA)

    21deOutubrode2022ás15:17

    Após ouvir produtores rurais, federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos e demais integrantes da cadeia do agro brasileiro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta sexta-feira (dia 21) versão final do documento de posicionamento que levará para a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-27).

    O evento, que acontece de 6 a 18 de novembro, em Sharm el-Sheik, no Egito, tem como perspectiva ser reconhecido como a COP da implementação e reunirá líderes de todo o mundo para debater ações em prol do meio ambiente.

    “Diante do desafio de contribuir nas ações que possam limitar o aquecimento global e seus efeitos, as partes do acordo buscarão as melhores oportunidades de se colocar frente às obrigações previstas”, explica a CNA, no documento.

    “O Brasil, na qualidade de signatário do Acordo de Paris, apostou em metas ambiciosas, as quais têm, na agropecuária brasileira, a base fundamental para seu alcance. Dentro desse cenário, o agro brasileiro assume papel importante nas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas ou Nationally Determined Contributions, na sigla em inglês)”, diz outro trecho.

    As referências são as contribuições consolidadas pelo país durante a COP26, que visa reduzir sua emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e 50% até 2030, em relação ao emitido em 2005.

    Além disso, lembra a CNA, o Brasil se compromete a alcançar a neutralidade climática até 2050, a zerar o desmatamento ilegal até 2028, restaurar e reflorestar 18 milhões de hectares de florestas para uso múltiplo até 2030.

    Também a alcançar a participação estimada entre 45% e 50% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

    “Para alcançar tais índices, o país precisa detalhar sua estratégia de atingimento das metas propostas, imputando ações individualizadas nos sistemas produtivos que, somados, compõem as NDCs.” 

    Conferência do clima

    O documento resume o fato de que essas estratégias precisarão ser apresentadas à Conferência do Clima para que alcancem todo o potencial do Brasil no esforço global de controle do aumento da temperatura média do planeta.

    A realização da COP27 ocorre em um momento de particular relevância para a implementação do Acordo de Paris, em meio aos impactos gerados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

    O conflito intensifica a crise energética acenando com a retomada de fontes fósseis de energia e ampliando a insegurança alimentar, que atinge 928 milhões de pessoas de acordo com dados da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

    O documento completo pode ser conferido aqui.

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