Guerra no Oriente Médio ameaça fertilizantes e coloca 41% da ureia global em risco

Região concentra grande parcela das exportações de nitrogenados e fosfatados, e tensão geopolítica já provoca retirada de ofertas e risco logístico no comércio internacional

Guerra no Oriente Médio ameaça fertilizantes e coloca 41% da ureia global em risco
04deMarçode2026ás08:22

O novo conflito no Oriente Médio voltou a acender o alerta no mercado global de fertilizantes.

A região concentra uma parcela expressiva das exportações mundiais de nitrogenados e fosfatados, e qualquer interrupção na produção ou no fluxo logístico pode repercutir rapidamente nos preços internacionais — com reflexos diretos para países fortemente dependentes de importações, como o Brasil.

De acordo com avaliação da StoneX, empresa global de serviços financeiros, a escalada das tensões já elevou o nível de incerteza no mercado, levando fornecedores da região a suspender temporariamente ofertas enquanto aguardam maior clareza sobre os desdobramentos geopolíticos.

Em 2024, o Oriente Médio respondeu por 41% das exportações mundiais de ureia, 28% das exportações globais de amônia e 29% das vendas internacionais de fosfato diamônico (DAP). Com esse peso no comércio internacional, qualquer disrupção na produção, no embarque ou no transporte dessas cargas tende a influenciar rapidamente os fluxos comerciais e a formação de preços.

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Neste momento, investidores e tradings monitoram os possíveis impactos do conflito sobre a oferta global. Embora ainda não haja clareza sobre a magnitude dos efeitos, o primeiro reflexo já começa a aparecer: a redução temporária da disponibilidade de produtos no mercado.